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Aprendendo música na infância

A melhor forma de incitar seu filho a aprender um instrumento é inserindo a música desde cedo em sua vida. Ainda bebê, coloque músicas para que ele possa ouvir, balbuciar e se mover de acordo com a batida. Isso ajuda-o a desenvolver a coordenação motora e o senso de ritmo, além de estimulá-lo a prestar atenção nos diferentes sons de instrumentos e na própria letra da música, ativando o processo de apreensão da linguagem. Cientistas acreditam que ao ouvir música, as conexões entre os neurônios dos bebês se desenvolvem mais fortemente.

A partir dos 5 anos de idade, a criança já consegue acompanhar o ritmo da música com maior coordenação. Esta é a idade ideal para começar a aprender um instrumento. Converse com seu filho sobre qual instrumento lhe agradaria mais aprender e se ele gostaria de ter aulas. É cientificamente comprovado que o aprendizado da música durante a infância ajuda no desenvolvimento do cérebro e contribui para diversas formas de aperfeiçoamento durante o processo de crescimento.

Ao começar a aprender um instrumento, a criança entrará em contato com outro tipo de linguagem, a linguagem musical, onde as representações de sons se dão por notas postas numa pauta de 7 linhas. Assim, é como se a criança aprendesse outra língua cujos símbolos são totalmente diferentes dos alfabéticos. Isso estimula a criatividade e a noção abstrata de registro do mundo.

Depois, para aprender direito o instrumento, a criança desenvolverá a disciplina de tomar aulas semanalmente e praticar diariamente. Verá que todo o esforço depositado em sua prática gera resultados. Essa é uma ótima lição a ser aprendida nos primeiros anos da infância. Por fim, não só o seu cérebro como a coordenação motora fina serão estimulados. Não importa qual instrumento a criança escolha aprender, sempre haverá um desenvolvimento da movimentação corporal em relação ao tempo e ao ritmo da música.

Assim, aprender um instrumento na infância gera benefícios incríveis para o pequeno e ajuda-o a desenvolver aspectos mais importantes da sua inteligência e de seu corpo.

A literatura como aprendizado na infância

Todos sabemos da importância da leitura e como é gostoso partilhar momentos com nossos filhos para contarmos histórias. Contudo, através da leitura, os pequenos não só se divertem, mas também aprendem e desenvolvem sua sensibilidade. A infância é um momento de descobertas, por isso, as crianças, até mais ou menos os 5 anos de idade, passam a maior parte do tempo voltadas para si mesmas. Afinal, elas estão aprendendo a serem elas mesmas, se descobrindo e tentando lidar com o mundo que as rodeia da melhor forma.

Ao deparar-se com uma estória protagonizada por outro “eu”, a criança deixa por um tempo o seu próprio mundinho, colocando-se no lugar do personagem. Transporta-se para os sentimentos e as situações que o protagonista da história vive, coloca-se no lugar dele, se indigna com as injustiças e conflitos que podem ser contados, desenvolve a sua imaginação, pois passa a concretizar em sua cabecinha as imagens descritas pelo narrador. Normalmente, os livros infantis são ilustrados, o que atrai ainda mais a atenção das crianças, também beneficiando o desenvolvimento de sua percepção estética.

Além disso, as histórias infantis também trabalham com a linguagem. Se o pequeno já sabe ler um pouquinho, a presença de livros em seu cotidiano o ajudam a desenvolver a cognição voltada à linguagem. Ele desenvolve a leitura, a escrita e a expressão oral de maneira divertida. Sabendo se expressar bem dentro de sua própria língua, a cognição relacionada a outros tipos de linguagem, como a matemática, as ciências e a música, ficam mais fáceis de serem aprendidas e internalizadas.

Por isso, a literatura na infância é um aliado para o desenvolvimento sensível e cognitivo da criança. E não pense que os pais também não aprendem ao lerem para seus filhos. A literatura é uma lição sem fim e para qualquer idade.

A importância da rotina para as crianças

Sempre falamos sobre como é importante que as crianças tenham uma rotina e parece bastante claro porque isso contribui para o seu desenvolvimento, afinal, até quando somos adultos, organizar nossas tarefas diárias é algo importante para darmos contas de todas as demandas da vida.

No entanto, durante a infância, por mais que as crianças não possuam deveres urgentes ou responsabilidades muito pesadas, a rotina regrada faz diferença para que, desde cedo, saibam lidar com seus afazeres de forma prudente para que amadureçam mais rápido e levem esses ensinamentos para vida. Será mais difícil para uma criança sem disciplina e rotina adquirir esse hábito quando mais velha. Nós que somos adultos sabemos que disciplina é uma das chaves para obtenhamos sucesso naquilo que empreendemos.

Ademais, como a infância é um momento de aprender a lidar com o mundo, a rotina faz com que os pequenos se sintam no controle dos acontecimentos. Se todos os dias eles acordam e dormem no mesmo horário, já sabem de antemão o que irá acontecer, o que lhes traz uma espécie de conforto diante das sucessivas descobertas nem sempre prontamente inteligíveis que a vida lhes traz. A rotina acaba lhes diminuindo as chances de desenvolver ansiedade em lidar com aquilo que é novo.

Portanto, é sempre importante que as crianças se sintam nessa espécie de controle sobre as próprias vidas, pois, mais para frente, elas entenderão que, com organização e disciplina, podem lidar com quase todos os desafios. Essa é uma contribuição valiosa que os pais ensinam a seus filhos desde cedo e que rende frutos importantíssimos, entre eles, o principal é a responsabilidade.

Dizer "não" às crianças como forma de criar limites


Por que é tão importante saber dizer “não” ao seu filho? A resposta parece óbvia, pois esta é uma forma de criar limites. Mas todo pai e toda mãe sabe que nem sempre é fácil negar os desejos dos pequenos e, também, é bastante cansativo estar sempre atento para os limites que devem ser impostos em determinadas situações. Mesmo quando não estamos lidando com crianças, dizer “não” pode ser algo custoso, mas sabemos que, apesar de ser imediatamente mais fácil dizer “sim”, a longo prazo, os custos de não impor certas limitações, tanto a nossos filhos quanto a outras pessoas de nossa convivência, podem ser muito mais trabalhosos.


As crianças nascem sem saber quais são os limites do convívio em sociedade e seu papel nela, por isso, cabe aos pais demonstrar e ensiná-las. Ao dizer “não” a seu filho, você estará não só negando os seus desejos muitas vezes equivocados, mas também, ensinando-o a tolerar a frustração, o desapontamento, assim como a demonstrar agradecimento pelo que os outros podem fazer por ele. Nem sempre ou quase nunca conseguimos que o mundo se porte da forma como mais nos agrada. Desta forma, dizer “não” é como um preparo para que seu filho saiba lidar com as intempéries da vida.


Uma das maiores críticas que vemos sendo lançadas com relação à geração Y (nascidos entre o final da década de 1970 e o começo da década de 1990) e à geração Z (nascidos entre meados da década de 1990 e a primeira década do século XXI) é de como esses indivíduos são infelizes em suas vidas pessoal e profissional, justamente por não saberem lidar com as frustrações da vida. Em geral, foram educados para se sentirem muito especiais e sempre merecedores daquilo que desejam e do que há de melhor. No entanto, sabemos que a vida não ocorre desta maneira.


A isso podemos somar a necessidade que muitos pais (muitos deles pertencentes à geração X e, até mesmo, à geração Z) sentem em tornar o pouco tempo que possuem disponível com seus filhos em momentos de prazer, evitando qualquer situação desagradável. Mas educar uma criança não é só alegria, é também compromisso com a sua formação mais elevada. Educar significa impor limites e preparar o pequeno para o mundo, não para si mesmo. Assim, é preciso dizer “não” mesmo quando isso pareça algo cansativo ou quando desfavoreça a criança. É preciso que os pais tenham força e convicção nesse sentido. Futuramente, seu filho irá lhe agradecer por isso.

5 dicas para ensinar boas maneiras a uma criança


Todos os pais desejam que seus filhos sejam bem-educados. Algumas crianças aprendem facilmente, outras demonstram mais dificuldades, contudo, modelar comportamentos é a melhor maneira de ensinar as boas maneiras e, querendo ou não, a forma como uma criança se porta é uma espécie de reflexo da maneira como seus pais se comportam. Fazer com que o pequeno compreenda a importância básica das boas maneiras é essencial para que ele seja capaz de viver bem em sociedade, tanto durante a infância, quanto mais tarde, na fase adulta. Boas maneiras também refletem uma personalidade agradável e altruísta, pois não significam um simples “obrigado” ou “por favor”, mas o respeito com relação às diferenças e ao espaço de cada um no mundo.


1. Espere respeito: nenhuma criança nasce sabendo como se portar de maneira educada, mas é desde cedo que os pais devem ajudá-la a construir esse comportamento. As raízes da boa educação são saber respeitar e ser sensível ao outro. Desta forma, a sensibilidade é uma das qualidades mais importantes a ser despertada. A sensibilidade de uma criança evolui para o respeito que demonstrará pelo próximo. Saber levar em conta os sentimentos alheios é um misto de sensibilidade e respeito que, naturalmente, resultará em boas maneiras.


2. Ensine palavras-chave desde cedo: até mesmo crianças de 2 anos de idade são capazes de dizer “obrigado” ou “por favor”, ainda que não compreendam totalmente o significado social dessas palavras. Para pequenos dessa idade, “por favor” é o começo de uma interação e “obrigado” o seu final. As crianças começam apenas repetindo as palavras e percebendo sua utilidade prática, para depois atribuírem-lhe um significado. Mas, pelo menos, já são incorporadas em seu vocabulário palavras-chave de respeito que, mais tarde, tendem a adquirir seu significado social.


3. Modele as maneiras: na faixa etária dos 2 aos 4 anos, faça com que seu filho escute e repita palavras-chave como “obrigado”, “por favor”, “desculpe” ou “com licença” conforme você interage com outras pessoas ao longo do dia. Também, utilize com ele as mesmas boas maneiras que você dispensa aos adultos. Assim, o pequeno irá internalizando essa forma polida de tratar as pessoas.


4. Não force as boas maneiras: a linguagem não é uma habilidade a ser forçada, mas a ser repetida e, mais tarde, compreendida. Ainda que seja normal a criança se esquecer de dizer as coisas de maneira educada, sempre pedir pela “palavrinha mágica” antes de conceder-lhe um pedido potencializa seu entendimento. Assim, toda vez que ela desejar algo, saberá que deve acrescentar um “por favor”, principalmente, seguindo o seu exemplo.


5. Corrija de forma adequada: se a criança se comporta mal e é punida de forma ruim por isso, tal ato pode retardar sua compreensão sobre o que significa ser bem-educado, associando a sensibilidade e o respeito ao medo e à punição. Portanto, a melhor maneira de ensinar um bom-comportamento ao seu filho é ensinando-o e corrigindo-o através do seu exemplo.

DIY: gravuras de Matisse para ensinar arte às crianças


Henri Matisse (1869-1954) foi um dos mais famosos pintores franceses da virada do século XIX para o XX. Teve uma enorme influência para as artes modernas do Ocidente. No entanto, na década de 1940, durante a fase mais gloriosa de sua pintura, problemas de saúde fizeram com que passasse por uma grave cirurgia que o impossibilitava de ficar em pé, trazendo dificuldades para que exercesse o seu ofício. Na maior parte do tempo deitado, Matisse criou uma nova forma de produzir a sua arte. Com dificuldades em manipular as cores que utilizaria, assim como, sem a força física necessária para pintar, passou a recortar papeis previamente pintados a guache, encontrando um meio de driblar seus impedimentos de saúde e continuar a fazer sua arte, contribuindo enormemente para o desenvolvimento da gravura e da ilustração modernas.


Assim, com uma simples tesoura e papeis coloridos pelas tintas em tons exatos que tinha catalogado, resolve em suas gravuras, ao mesmo tempo, os problemas de forma, de espaço, de contorno de cor, de estrutura e de orquestração que sempre tentou conciliar em sua pintura. Suas gravuras possuem ritmo e imaginação, além de reunir realismo com abstração. Ajudado por uma assistente, no fim da vida era assim que Matisse inovava mais uma vez em sua forma de produzir arte.



Às crianças fica a lição do gênio das artes. Utilizar esse método de criação de Matisse permite que elas criem, combinem cores e formas que desenvolvem sua percepção estética e sua criatividade. Criar livremente é a forma mais efetiva de desenvolver a criatividade, como já falamos sobre isso em um post anterior. A seguir, alguns exemplos de como podem ficar lindas as gravuras dos pequenos quando lhes permitimos o livre criar inspirado na obra de Matisse e como isso pode também decorar lindamente a sua casa:



Você vai precisar de:



— papel cartão/canson branco



— tintas acrílicas de várias cores



— pincel



— tesoura



— cola



— cartolina branca, moldura (para fazer quadrinho), fio de nylon (para fazer um móbile)





Os exemplos abaixo demonstram a criatividade despertada nas crianças ao produzirem arte através de recortes livres inspirados na obra de Matisse:



Colagens simples em uma cartolina ou tela branca, pequenos recortes que montam quadros emoldurados em conjunto ou móbiles para enfeitar a casa. Qual deles vai ficar mais lindo com os recortes de seu filho?