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Natal com menos consumismo e mais caridade

Natal, na cabeça da maioria das crianças, significa presentes. Isso, normalmente, também preocupa os pais, pois significa gastos extras muito grandes e uma ideia de consumismo exacerbado para os pequenos. Por isso, por que não combinar com seu filho um natal com menos consumismo? Isso pode ser feito de uma maneira que traga importantes lições para o pequeno.

Como? Simples, ao invés de seu filho ganhar vários novos brinquedos, ele pode ganhar apenas um ou dois e doar o restante para crianças carentes. Que tal combinar isso com o seu filho? Será um aprendizado para a vida toda.

Primeiro, explique para seu filho que nem todas as crianças possuem condições sociais como a dele e que muitas sequer podem ganhar presentes no natal ou em outras datas comemorativas pois sua família não possui dinheiro para isso. Tendo o pequeno entendido isso, proponha a ele que juntos vocês doem alguns de seus presentes para outras crianças.

O ato de doar trará um aprendizado incrível para seu filho. Não se esqueça, são os próprios pais que condicionam as necessidades de consumo de suas crianças. Por isso, fazer com que elas abram mão de presentes para fazer bem ao outro, acabará as condicionando a sempre praticar esse bem durante a vida. Diminuirá o egoísmo e o individualismo delas. Ademais, impossível uma criança não se emocionar ajudando outra criança, é de um tipo riquíssimo de crescimento humano que estamos tratando aqui.

Também, o seu filho pode escolher dentre os brinquedos que não utiliza mais e que estejam em bom estado outras formas de praticar a caridade com crianças que precisam mais do que ele. É um jeito de ensinar ao pequeno o desapego das coisas e que pode ser praticado o ano todo.

Assim, mais e mais crianças ficam felizes e podem brincar, desenvolvendo sua imaginação e criatividade. Essa é uma lição única que pode ser ensinada durante a infância de seu filho e que desencadeará nele um novo olhar sobre o mundo.

A literatura como aprendizado na infância

Todos sabemos da importância da leitura e como é gostoso partilhar momentos com nossos filhos para contarmos histórias. Contudo, através da leitura, os pequenos não só se divertem, mas também aprendem e desenvolvem sua sensibilidade. A infância é um momento de descobertas, por isso, as crianças, até mais ou menos os 5 anos de idade, passam a maior parte do tempo voltadas para si mesmas. Afinal, elas estão aprendendo a serem elas mesmas, se descobrindo e tentando lidar com o mundo que as rodeia da melhor forma.

Ao deparar-se com uma estória protagonizada por outro “eu”, a criança deixa por um tempo o seu próprio mundinho, colocando-se no lugar do personagem. Transporta-se para os sentimentos e as situações que o protagonista da história vive, coloca-se no lugar dele, se indigna com as injustiças e conflitos que podem ser contados, desenvolve a sua imaginação, pois passa a concretizar em sua cabecinha as imagens descritas pelo narrador. Normalmente, os livros infantis são ilustrados, o que atrai ainda mais a atenção das crianças, também beneficiando o desenvolvimento de sua percepção estética.

Além disso, as histórias infantis também trabalham com a linguagem. Se o pequeno já sabe ler um pouquinho, a presença de livros em seu cotidiano o ajudam a desenvolver a cognição voltada à linguagem. Ele desenvolve a leitura, a escrita e a expressão oral de maneira divertida. Sabendo se expressar bem dentro de sua própria língua, a cognição relacionada a outros tipos de linguagem, como a matemática, as ciências e a música, ficam mais fáceis de serem aprendidas e internalizadas.

Por isso, a literatura na infância é um aliado para o desenvolvimento sensível e cognitivo da criança. E não pense que os pais também não aprendem ao lerem para seus filhos. A literatura é uma lição sem fim e para qualquer idade.

A importância da rotina para as crianças

Sempre falamos sobre como é importante que as crianças tenham uma rotina e parece bastante claro porque isso contribui para o seu desenvolvimento, afinal, até quando somos adultos, organizar nossas tarefas diárias é algo importante para darmos contas de todas as demandas da vida.

No entanto, durante a infância, por mais que as crianças não possuam deveres urgentes ou responsabilidades muito pesadas, a rotina regrada faz diferença para que, desde cedo, saibam lidar com seus afazeres de forma prudente para que amadureçam mais rápido e levem esses ensinamentos para vida. Será mais difícil para uma criança sem disciplina e rotina adquirir esse hábito quando mais velha. Nós que somos adultos sabemos que disciplina é uma das chaves para obtenhamos sucesso naquilo que empreendemos.

Ademais, como a infância é um momento de aprender a lidar com o mundo, a rotina faz com que os pequenos se sintam no controle dos acontecimentos. Se todos os dias eles acordam e dormem no mesmo horário, já sabem de antemão o que irá acontecer, o que lhes traz uma espécie de conforto diante das sucessivas descobertas nem sempre prontamente inteligíveis que a vida lhes traz. A rotina acaba lhes diminuindo as chances de desenvolver ansiedade em lidar com aquilo que é novo.

Portanto, é sempre importante que as crianças se sintam nessa espécie de controle sobre as próprias vidas, pois, mais para frente, elas entenderão que, com organização e disciplina, podem lidar com quase todos os desafios. Essa é uma contribuição valiosa que os pais ensinam a seus filhos desde cedo e que rende frutos importantíssimos, entre eles, o principal é a responsabilidade.

Como lidar com as preocupações das crianças?


Os pequenos não possuem as mesmas obrigações da vida adulta, mas também podem se preocupar como qualquer adulto com suas pequenas obrigações diárias. Da mesma forma, quando estressados ou desapontados, a frustração pode tomar seu estado de espírito. É natural que as crianças também se preocupem, isso faz parte da condição humana e, de acordo com personalidades e temperamentos diferentes, algumas se preocupam mais do que outras. Por isso que os pais precisam ser pacientes e ajudar seus filhos em situações que lhe tragam preocupações, tranquilizando-os e lhes ensinando a medida exata que cada problema demanda. Assim, futuramente, na vida adulta, eles saberão lidar mais facilmente com os desafios da vida, tanto grandes quanto pequenos.


Mas como ajudar seu filho? Como abordar o problema que está o incomodando? Primeiro, demonstre que você se importa, através do diálogo, sempre tente ficar sabendo sobre o que acontece na escola, nas atividades extracurriculares ou dentro da turma de amiguinhos do pequeno. Transforme esse cuidado em uma conversa regular e casual. Demonstrando que você se importa e que quer sempre estar ciente do que acontece na vida de seu filho, ele se sentirá sempre à vontade em lhe contar coisas boas e ruins, assim como exprimir seus sentimentos positivos e negativos.


Além desse diálogo aberto, é importante mostrar que você compreende as preocupações da criança. Não adianta nada escutá-la e minimizar seus sentimentos. Nunca é demais ressaltar que a infância é a época das primeiras descobertas sobre o mundo e um ensaio para aprender a lidar da melhor maneira com os desafios da vida. O que parece muito simples para um adulto pode não ser para uma criança. Portanto, a empatia por parte dos pais é um quesito essencial para a construção da inteligência emocional de seus filhos. Os pequenos problemas da infância podem se tornar mais complexos no futuro se não forem acolhidos com carinho e compreensão pelos adultos amados pelas crianças, seres nos quais elas depositam toda a sua confiança.

Dizer "não" às crianças como forma de criar limites


Por que é tão importante saber dizer “não” ao seu filho? A resposta parece óbvia, pois esta é uma forma de criar limites. Mas todo pai e toda mãe sabe que nem sempre é fácil negar os desejos dos pequenos e, também, é bastante cansativo estar sempre atento para os limites que devem ser impostos em determinadas situações. Mesmo quando não estamos lidando com crianças, dizer “não” pode ser algo custoso, mas sabemos que, apesar de ser imediatamente mais fácil dizer “sim”, a longo prazo, os custos de não impor certas limitações, tanto a nossos filhos quanto a outras pessoas de nossa convivência, podem ser muito mais trabalhosos.


As crianças nascem sem saber quais são os limites do convívio em sociedade e seu papel nela, por isso, cabe aos pais demonstrar e ensiná-las. Ao dizer “não” a seu filho, você estará não só negando os seus desejos muitas vezes equivocados, mas também, ensinando-o a tolerar a frustração, o desapontamento, assim como a demonstrar agradecimento pelo que os outros podem fazer por ele. Nem sempre ou quase nunca conseguimos que o mundo se porte da forma como mais nos agrada. Desta forma, dizer “não” é como um preparo para que seu filho saiba lidar com as intempéries da vida.


Uma das maiores críticas que vemos sendo lançadas com relação à geração Y (nascidos entre o final da década de 1970 e o começo da década de 1990) e à geração Z (nascidos entre meados da década de 1990 e a primeira década do século XXI) é de como esses indivíduos são infelizes em suas vidas pessoal e profissional, justamente por não saberem lidar com as frustrações da vida. Em geral, foram educados para se sentirem muito especiais e sempre merecedores daquilo que desejam e do que há de melhor. No entanto, sabemos que a vida não ocorre desta maneira.


A isso podemos somar a necessidade que muitos pais (muitos deles pertencentes à geração X e, até mesmo, à geração Z) sentem em tornar o pouco tempo que possuem disponível com seus filhos em momentos de prazer, evitando qualquer situação desagradável. Mas educar uma criança não é só alegria, é também compromisso com a sua formação mais elevada. Educar significa impor limites e preparar o pequeno para o mundo, não para si mesmo. Assim, é preciso dizer “não” mesmo quando isso pareça algo cansativo ou quando desfavoreça a criança. É preciso que os pais tenham força e convicção nesse sentido. Futuramente, seu filho irá lhe agradecer por isso.

5 dicas para lidar com uma criança teimosa


É um desafio para vários pais lidar com a teimosia de seus filhos. Existem diferentes níveis de teimosia, dependendo da personalidade da criança, no entanto, a solução para saná-las é sempre a mesma: mostrar que tal comportamento não funciona. Geralmente, a teimosia é característica que acompanha uma personalidade forte, uma criança questionadora que muitas vezes utiliza essa atitude quase como uma forma de se rebelar. É importante também ressaltar que nem sempre uma criança criada livremente, tendo autonomia com relação à maioria de suas escolhas, desenvolve essa, digamos, persistência em sua conduta.



Além da personalidade forte, crianças teimosas são, geralmente, bastante criativas e inteligentes. Possuem uma visão diferente de mundo que desenvolveram sozinhas e, por isso, costumam tentar impor suas vontades aos outros, inclusive aos pais. Contudo, apesar de a teimosia também indicar esses aspectos positivos, ela acaba inibindo o desenvolvimento da tolerância e da paciência quando não domada. Outras características que também podem indicar teimosia são:



— A criança possui um desejo muito forte de ser reconhecida e ouvida, necessitando de muita atenção.



— É bastante independente.



— Prefere fazer o que gosta e geralmente se dedica intensamente a isso.



— Tem momentos de birra bastante regulares.



— Possui um grande senso de liderança, sendo um tanto mandona alguma vezes.



— Gosta de fazer as coisas no seu tempo.



Existem algumas formas de os pais lidarem com essas características fortes, modelando o comportamento da criança teimosa e construindo sua tolerância e paciência, por exemplo:

  1. Escute, não grite: em qualquer situação envolvendo uma criança, o certo é não gritar com ela em nenhum momento. Gritando, você acaba reforçando um comportamento agressivo e criando sentimentos negativos no pequeno, tais como medo, raiva, angústia e a própria agressividade.

  2. Respeite a visão da criança: conectar-se ao pequeno e aos motivos que fazem com que ele se comporte com teimosia é o melhor caminho para encontrar a solução para o problema. É preciso respeitar a criança, por mais birrenta que seja a sua atitude. De outro modo, é possível que “fazer pouco” de sua opinião seja um combustível para a sua birra.

  3. Dê a ela opções para escolher: se a criança não que fazer aquilo que você acha correto que ela faça, abra a ela um leque de opções para que perceba que, realmente, a melhor é a que você propõe.

  4. Negocie: dando opções de escolha ao pequeno, você acaba também o ensinando a negociar, a perceber os prós e contras de suas atitudes e a pensar bem antes de agir.

  5. Reforce seus comportamentos positivos: toda vez que a criança se comporta de maneira positiva, é preciso ressaltar para ela esse avanço, seja com um beijo, um abraço ou uma palavra. Dessa maneira, ela associará a atitude a algo benéfico para si mesma.