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A importância da rotina para as crianças

Sempre falamos sobre como é importante que as crianças tenham uma rotina e parece bastante claro porque isso contribui para o seu desenvolvimento, afinal, até quando somos adultos, organizar nossas tarefas diárias é algo importante para darmos contas de todas as demandas da vida.

No entanto, durante a infância, por mais que as crianças não possuam deveres urgentes ou responsabilidades muito pesadas, a rotina regrada faz diferença para que, desde cedo, saibam lidar com seus afazeres de forma prudente para que amadureçam mais rápido e levem esses ensinamentos para vida. Será mais difícil para uma criança sem disciplina e rotina adquirir esse hábito quando mais velha. Nós que somos adultos sabemos que disciplina é uma das chaves para obtenhamos sucesso naquilo que empreendemos.

Ademais, como a infância é um momento de aprender a lidar com o mundo, a rotina faz com que os pequenos se sintam no controle dos acontecimentos. Se todos os dias eles acordam e dormem no mesmo horário, já sabem de antemão o que irá acontecer, o que lhes traz uma espécie de conforto diante das sucessivas descobertas nem sempre prontamente inteligíveis que a vida lhes traz. A rotina acaba lhes diminuindo as chances de desenvolver ansiedade em lidar com aquilo que é novo.

Portanto, é sempre importante que as crianças se sintam nessa espécie de controle sobre as próprias vidas, pois, mais para frente, elas entenderão que, com organização e disciplina, podem lidar com quase todos os desafios. Essa é uma contribuição valiosa que os pais ensinam a seus filhos desde cedo e que rende frutos importantíssimos, entre eles, o principal é a responsabilidade.

Como lidar com as preocupações das crianças?


Os pequenos não possuem as mesmas obrigações da vida adulta, mas também podem se preocupar como qualquer adulto com suas pequenas obrigações diárias. Da mesma forma, quando estressados ou desapontados, a frustração pode tomar seu estado de espírito. É natural que as crianças também se preocupem, isso faz parte da condição humana e, de acordo com personalidades e temperamentos diferentes, algumas se preocupam mais do que outras. Por isso que os pais precisam ser pacientes e ajudar seus filhos em situações que lhe tragam preocupações, tranquilizando-os e lhes ensinando a medida exata que cada problema demanda. Assim, futuramente, na vida adulta, eles saberão lidar mais facilmente com os desafios da vida, tanto grandes quanto pequenos.


Mas como ajudar seu filho? Como abordar o problema que está o incomodando? Primeiro, demonstre que você se importa, através do diálogo, sempre tente ficar sabendo sobre o que acontece na escola, nas atividades extracurriculares ou dentro da turma de amiguinhos do pequeno. Transforme esse cuidado em uma conversa regular e casual. Demonstrando que você se importa e que quer sempre estar ciente do que acontece na vida de seu filho, ele se sentirá sempre à vontade em lhe contar coisas boas e ruins, assim como exprimir seus sentimentos positivos e negativos.


Além desse diálogo aberto, é importante mostrar que você compreende as preocupações da criança. Não adianta nada escutá-la e minimizar seus sentimentos. Nunca é demais ressaltar que a infância é a época das primeiras descobertas sobre o mundo e um ensaio para aprender a lidar da melhor maneira com os desafios da vida. O que parece muito simples para um adulto pode não ser para uma criança. Portanto, a empatia por parte dos pais é um quesito essencial para a construção da inteligência emocional de seus filhos. Os pequenos problemas da infância podem se tornar mais complexos no futuro se não forem acolhidos com carinho e compreensão pelos adultos amados pelas crianças, seres nos quais elas depositam toda a sua confiança.

Dizer "não" às crianças como forma de criar limites


Por que é tão importante saber dizer “não” ao seu filho? A resposta parece óbvia, pois esta é uma forma de criar limites. Mas todo pai e toda mãe sabe que nem sempre é fácil negar os desejos dos pequenos e, também, é bastante cansativo estar sempre atento para os limites que devem ser impostos em determinadas situações. Mesmo quando não estamos lidando com crianças, dizer “não” pode ser algo custoso, mas sabemos que, apesar de ser imediatamente mais fácil dizer “sim”, a longo prazo, os custos de não impor certas limitações, tanto a nossos filhos quanto a outras pessoas de nossa convivência, podem ser muito mais trabalhosos.


As crianças nascem sem saber quais são os limites do convívio em sociedade e seu papel nela, por isso, cabe aos pais demonstrar e ensiná-las. Ao dizer “não” a seu filho, você estará não só negando os seus desejos muitas vezes equivocados, mas também, ensinando-o a tolerar a frustração, o desapontamento, assim como a demonstrar agradecimento pelo que os outros podem fazer por ele. Nem sempre ou quase nunca conseguimos que o mundo se porte da forma como mais nos agrada. Desta forma, dizer “não” é como um preparo para que seu filho saiba lidar com as intempéries da vida.


Uma das maiores críticas que vemos sendo lançadas com relação à geração Y (nascidos entre o final da década de 1970 e o começo da década de 1990) e à geração Z (nascidos entre meados da década de 1990 e a primeira década do século XXI) é de como esses indivíduos são infelizes em suas vidas pessoal e profissional, justamente por não saberem lidar com as frustrações da vida. Em geral, foram educados para se sentirem muito especiais e sempre merecedores daquilo que desejam e do que há de melhor. No entanto, sabemos que a vida não ocorre desta maneira.


A isso podemos somar a necessidade que muitos pais (muitos deles pertencentes à geração X e, até mesmo, à geração Z) sentem em tornar o pouco tempo que possuem disponível com seus filhos em momentos de prazer, evitando qualquer situação desagradável. Mas educar uma criança não é só alegria, é também compromisso com a sua formação mais elevada. Educar significa impor limites e preparar o pequeno para o mundo, não para si mesmo. Assim, é preciso dizer “não” mesmo quando isso pareça algo cansativo ou quando desfavoreça a criança. É preciso que os pais tenham força e convicção nesse sentido. Futuramente, seu filho irá lhe agradecer por isso.

5 dicas para lidar com uma criança teimosa


É um desafio para vários pais lidar com a teimosia de seus filhos. Existem diferentes níveis de teimosia, dependendo da personalidade da criança, no entanto, a solução para saná-las é sempre a mesma: mostrar que tal comportamento não funciona. Geralmente, a teimosia é característica que acompanha uma personalidade forte, uma criança questionadora que muitas vezes utiliza essa atitude quase como uma forma de se rebelar. É importante também ressaltar que nem sempre uma criança criada livremente, tendo autonomia com relação à maioria de suas escolhas, desenvolve essa, digamos, persistência em sua conduta.



Além da personalidade forte, crianças teimosas são, geralmente, bastante criativas e inteligentes. Possuem uma visão diferente de mundo que desenvolveram sozinhas e, por isso, costumam tentar impor suas vontades aos outros, inclusive aos pais. Contudo, apesar de a teimosia também indicar esses aspectos positivos, ela acaba inibindo o desenvolvimento da tolerância e da paciência quando não domada. Outras características que também podem indicar teimosia são:



— A criança possui um desejo muito forte de ser reconhecida e ouvida, necessitando de muita atenção.



— É bastante independente.



— Prefere fazer o que gosta e geralmente se dedica intensamente a isso.



— Tem momentos de birra bastante regulares.



— Possui um grande senso de liderança, sendo um tanto mandona alguma vezes.



— Gosta de fazer as coisas no seu tempo.



Existem algumas formas de os pais lidarem com essas características fortes, modelando o comportamento da criança teimosa e construindo sua tolerância e paciência, por exemplo:

  1. Escute, não grite: em qualquer situação envolvendo uma criança, o certo é não gritar com ela em nenhum momento. Gritando, você acaba reforçando um comportamento agressivo e criando sentimentos negativos no pequeno, tais como medo, raiva, angústia e a própria agressividade.

  2. Respeite a visão da criança: conectar-se ao pequeno e aos motivos que fazem com que ele se comporte com teimosia é o melhor caminho para encontrar a solução para o problema. É preciso respeitar a criança, por mais birrenta que seja a sua atitude. De outro modo, é possível que “fazer pouco” de sua opinião seja um combustível para a sua birra.

  3. Dê a ela opções para escolher: se a criança não que fazer aquilo que você acha correto que ela faça, abra a ela um leque de opções para que perceba que, realmente, a melhor é a que você propõe.

  4. Negocie: dando opções de escolha ao pequeno, você acaba também o ensinando a negociar, a perceber os prós e contras de suas atitudes e a pensar bem antes de agir.

  5. Reforce seus comportamentos positivos: toda vez que a criança se comporta de maneira positiva, é preciso ressaltar para ela esse avanço, seja com um beijo, um abraço ou uma palavra. Dessa maneira, ela associará a atitude a algo benéfico para si mesma.

5 dicas para ensinar boas maneiras a uma criança


Todos os pais desejam que seus filhos sejam bem-educados. Algumas crianças aprendem facilmente, outras demonstram mais dificuldades, contudo, modelar comportamentos é a melhor maneira de ensinar as boas maneiras e, querendo ou não, a forma como uma criança se porta é uma espécie de reflexo da maneira como seus pais se comportam. Fazer com que o pequeno compreenda a importância básica das boas maneiras é essencial para que ele seja capaz de viver bem em sociedade, tanto durante a infância, quanto mais tarde, na fase adulta. Boas maneiras também refletem uma personalidade agradável e altruísta, pois não significam um simples “obrigado” ou “por favor”, mas o respeito com relação às diferenças e ao espaço de cada um no mundo.


1. Espere respeito: nenhuma criança nasce sabendo como se portar de maneira educada, mas é desde cedo que os pais devem ajudá-la a construir esse comportamento. As raízes da boa educação são saber respeitar e ser sensível ao outro. Desta forma, a sensibilidade é uma das qualidades mais importantes a ser despertada. A sensibilidade de uma criança evolui para o respeito que demonstrará pelo próximo. Saber levar em conta os sentimentos alheios é um misto de sensibilidade e respeito que, naturalmente, resultará em boas maneiras.


2. Ensine palavras-chave desde cedo: até mesmo crianças de 2 anos de idade são capazes de dizer “obrigado” ou “por favor”, ainda que não compreendam totalmente o significado social dessas palavras. Para pequenos dessa idade, “por favor” é o começo de uma interação e “obrigado” o seu final. As crianças começam apenas repetindo as palavras e percebendo sua utilidade prática, para depois atribuírem-lhe um significado. Mas, pelo menos, já são incorporadas em seu vocabulário palavras-chave de respeito que, mais tarde, tendem a adquirir seu significado social.


3. Modele as maneiras: na faixa etária dos 2 aos 4 anos, faça com que seu filho escute e repita palavras-chave como “obrigado”, “por favor”, “desculpe” ou “com licença” conforme você interage com outras pessoas ao longo do dia. Também, utilize com ele as mesmas boas maneiras que você dispensa aos adultos. Assim, o pequeno irá internalizando essa forma polida de tratar as pessoas.


4. Não force as boas maneiras: a linguagem não é uma habilidade a ser forçada, mas a ser repetida e, mais tarde, compreendida. Ainda que seja normal a criança se esquecer de dizer as coisas de maneira educada, sempre pedir pela “palavrinha mágica” antes de conceder-lhe um pedido potencializa seu entendimento. Assim, toda vez que ela desejar algo, saberá que deve acrescentar um “por favor”, principalmente, seguindo o seu exemplo.


5. Corrija de forma adequada: se a criança se comporta mal e é punida de forma ruim por isso, tal ato pode retardar sua compreensão sobre o que significa ser bem-educado, associando a sensibilidade e o respeito ao medo e à punição. Portanto, a melhor maneira de ensinar um bom-comportamento ao seu filho é ensinando-o e corrigindo-o através do seu exemplo.

Ensinando a criança a enxergar o outro


A primeira infância é um período de formação da personalidade da criança que impactará durante toda a sua vida. Os sentimentos primitivos experienciados durante essa fase podem permanecer bastante fortes até a velhice de um indivíduo. Por isso, a faixa etária dos 0 aos 7 anos é uma fase de formação de caráter tão importante e delicada, uma vez que pode deixar marcas e resquícios de experiências no inconsciente de qualquer pessoa. Os pais devem estar cientes da seriedade dessa fase da vida de seus filhos, pois aquilo que lhes é ensinado pode repercutir de diversas formas quando eles atingem a idade adulta. Também, é esse o período perfeito para ensinar os pequenos sobre altruísmo, respeito e o contentamento que ajudar o outro pode trazer para si e para a formação de sua visão de mundo conforme crescem.


As crianças mais jovens, até mais ou menos 3 anos de idade, são um tanto ensimesmadas, pois ainda não descobriram que o outro é diferente e possui as mesmas necessidades e direitos que elas mesmas. É a partir daí que os pais devem atuar, tentando conscientizar seu filho sobre a importância de compartilhar e ter em conta os sentimentos alheios. Quando atingem os 5 anos de idade, as crianças já entendem que também há outras pessoas como elas no mundo e passam a ser dominadas por um senso de igualdade muito forte. Esse é o momento de reforçar a ideia de que todos somos iguais e merecemos o mesmo nível de respeito, independente das diferenças que possam nos atravessar. Aos 7 anos de idade, a relação equilibrada e respeitosa com o outro já pode ser fixada no caráter da criança de forma permanente. Assim, mesmo diante das pequenas injustiças e disparidades do dia a dia, ela será capaz de identificá-las e tomá-las como fatos contraditórios da sociedade em que vive.


Por exemplo, uma criança que avista um morador de rua geralmente fica tocada ou questiona aquela situação, já que não possui um entendimento sobre desigualdades sociais que existem em nosso país e em nosso mundo. Aos pais, cabe uma resposta que seja produtiva, tal como: “a vida e a sociedade são injustas, existem pessoas que não têm nem casa e você vai se deparar com isso muitas vezes. Mas essas pessoas merecem o mesmo respeito que nós”. Muitos pais, ao avistarem um mendigo, acabam apenas ignorando-o e fazendo com que a criança também absorva esse tipo de comportamento, ainda que ela inicialmente questione os motivos daquela situação. Isso cria um senso de egoísmo velado, muito prejudicial à formação dos pequenos e à sociedade em que viverão no futuro.


Não devemos ensinar nossas crianças a ignorar o outro que lhe é diferente, qualquer tipo de outro ou de diferenças, mas sim, respeitá-lo e entendê-lo, como também, aceitar essas diferenças. É difícil pensar num futuro melhor quando nós mesmos tentamos ignorar os problemas do mundo ou escondê-los de nossos filhos.