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Choro dos bebês: a manha

Simplificando, podemos dizer que existem três motivos que levam um bebê a chorar: dor, fome e manha. Mas, neste post, gostaríamos de nos ater à questão do choro por manha que é tão comum entre os mais pequenininhos. A manha não necessariamente carrega só o caráter negativo a que a palavra nos remete: birra, capricho ou teimosia. A manha dos bebês pode ser também uma necessidade legítima de atenção.

Os bebês ainda estão tentando entender o que é a vida e o mundo. Eles não possuem ainda a capacidade de se expressarem nem falar aquilo que sentem. Comunicando-se basicamente por barulhinhos, às vezes a manha é apenas uma angústia de não ser compreendido ou, mais ainda, de não compreender o que acontece à sua volta.

A manha também pode ser uma necessidade de atenção que não visa a birra, mas a simples companhia do outro. Imagine o que é chegar neste mundo sem saber o que ele é, o que são as coisas e sem a capacidade de expressar ou mesmo de reconhecer propriamente seus sentimentos. Ainda que os bebês possuam certos instintos biológicos, inicialmente, não conseguem compreender a dinâmica do dia a dia e das pessoas que os rodeiam. E o pior, não são capazes de expressar essa angústia do desconhecimento de outra maneira que não o choro.

Por isso, normalmente quando um bebê chora por manha, ele chora por uma angústia do desconhecimento do mundo ao qual chegou, pedindo o conforto da companhia de seus pais para acalmá-lo. Ser mãe e pai exige paciência e compreensão com o serzinho que está aprendendo a viver.

A literatura como aprendizado na infância

Todos sabemos da importância da leitura e como é gostoso partilhar momentos com nossos filhos para contarmos histórias. Contudo, através da leitura, os pequenos não só se divertem, mas também aprendem e desenvolvem sua sensibilidade. A infância é um momento de descobertas, por isso, as crianças, até mais ou menos os 5 anos de idade, passam a maior parte do tempo voltadas para si mesmas. Afinal, elas estão aprendendo a serem elas mesmas, se descobrindo e tentando lidar com o mundo que as rodeia da melhor forma.

Ao deparar-se com uma estória protagonizada por outro “eu”, a criança deixa por um tempo o seu próprio mundinho, colocando-se no lugar do personagem. Transporta-se para os sentimentos e as situações que o protagonista da história vive, coloca-se no lugar dele, se indigna com as injustiças e conflitos que podem ser contados, desenvolve a sua imaginação, pois passa a concretizar em sua cabecinha as imagens descritas pelo narrador. Normalmente, os livros infantis são ilustrados, o que atrai ainda mais a atenção das crianças, também beneficiando o desenvolvimento de sua percepção estética.

Além disso, as histórias infantis também trabalham com a linguagem. Se o pequeno já sabe ler um pouquinho, a presença de livros em seu cotidiano o ajudam a desenvolver a cognição voltada à linguagem. Ele desenvolve a leitura, a escrita e a expressão oral de maneira divertida. Sabendo se expressar bem dentro de sua própria língua, a cognição relacionada a outros tipos de linguagem, como a matemática, as ciências e a música, ficam mais fáceis de serem aprendidas e internalizadas.

Por isso, a literatura na infância é um aliado para o desenvolvimento sensível e cognitivo da criança. E não pense que os pais também não aprendem ao lerem para seus filhos. A literatura é uma lição sem fim e para qualquer idade.

Os 3 excessos presentes na infância moderna


Diferente do tempo de nossos avós ou até mesmo de nossos pais, atualmente as crianças contam com uma infinidade de opções, escolhas e de informações que mudam e se renovam cada vez mais rápido. Também, a quantidade de desejos por coisas e a insistência dos pais em sempre mantê-las ocupadas pode prejudicar seu desenvolvimento psicológico fazendo com que, parcialmente, vivam sua infância sem a possibilidade de realmente serem crianças e aproveitarem essa fase de maneira benéfica.


Por exemplo, os excessos de atividades extracurriculares normalmente estabelecidas pelos pais como pontos positivos para seu desenvolvimento futuro acabam tornando-as pequenos adultos em treinamento, desperdiçando um tempo precioso que deveria ser disponível para que brincassem livremente e estimulassem o desenvolvimento de sua imaginação e criatividade, fazendo com que se relacionassem de maneira saudável com o mundo a sua volta.


Pode-se dizer que são principalmente três os principais excessos particulares à infância de uma criança capazes de prejudicá-la:

  1. Excesso de coisas: a necessidade que se instaura pela quantidade de presentes que ela normalmente ganha, a vontade que nunca passa despercebida, por exemplo, dentro do supermercado quando vê aquele doce colorido que lhe chama atenção ou, na escolha do material escolar, em que a capa de caderno de determinado personagem sobressai-se à função mesma de um simples caderno. Todos esses desejos superficiais criados em grande parte pela publicidade voltada às crianças devem ser monitorados e repensados pelos pais na hora de comprar qualquer item a seus filhos ou de ceder a seus desejos que, do ponto de vista prático, podem ser considerados supérfluos. É preciso ensinar as crianças a valorizarem o que possuem e o que podem ter, não apenas o vazio daquilo que é desejado.

  2. Excesso de opções: mais uma vez, um excesso intimamente ligado ao desejo incitado pelo excesso de coisas formuladas e pensadas exatamente para criar desejo no público infantil. Talvez, seja melhor não levar a criança junto no momento da compra do material escolar ou esclarecer a elas, antes de uma ida ao supermercado ou shopping, que só determinado brinquedo ou vontade poderá ser realizado naquele momento, estabelecendo limites prévios a qualquer possível pedido.

  3. Excesso de informações: a ideia de que a infância se tornou um tempo de pré-formação para um adulto mais competente e que obtenha sucesso no futuro acaba tirando dessa época tão importante o seu sentido primeiro: o da descoberta do mundo através dos próprios olhos da criança e de sua interação lúdica com o meio, principalmente através da brincadeira. Uma criança precisa de muito pouco para passar a entender os significados do meio em que vive e de seus relacionamentos com o outro. A brincadeira é o meio mais eficaz para isso, é uma imitação de mundo mágico que estimula a criatividade e internaliza sentimentos e conceitos importantíssimos para o seu crescimento e desenvolvimento psicológico saudável. A brincadeira deve também ser vista como uma forma de aprendizado tão ou mais importante quanto um curso de inglês, o aprendizado de um instrumento musical ou a prática de um esporte.

Portanto e principalmente: o pequeno precisa de tempo para brincar e explorar o mundo à sua maneira, ou seja, ser propriamente uma criança vivendo sua infância.

Como a jardinagem estimula o aprendizado das crianças


A jardinagem é uma atividade educativa e lúdica muito indicada para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Também ajuda no aprendizado de conhecimentos básicos sobre ciência e biologia. O processo de ver uma planta crescendo incita nas crianças questões como “por que as plantas precisam de Sol? ”, “como elas ‘bebem’ água? ”, “por que as minhocas fazem bem para as plantas? ”. Depois, é possível também causar indagações sobre a composição do solo e a fotossíntese.


O crescimento da planta na medida do tempo também pode ajudar as crianças a desenvolver seus conhecimentos matemáticos: a cada semana, o quanto a planta se desenvolve em centímetros, quantas flores um broto ou semente pode desenvolver, como seu caule vai se dividindo em mais caules e assim por diante.


Cuidar do desenvolvimento de uma planta desde seu broto ou semente também contribui para elevar a disciplina da criança. É como se ela tivesse um serzinho que depende dela para crescer e tornar-se forte. Uma forma de valorizar e encarregar-se de uma vida que surge e permanece diante de seus próprios cuidados.


Outra maneira de potencializar a experiência da jardinagem para os pequenos é fornecendo-lhes livros sobre o assunto. Existem vários títulos infantis disponíveis para esse aprendizado. Também, uma boa ideia é tirar semanalmente uma foto da planta e compará-las depois em conjunto, para que a criança tenha uma visão macro de como se dá o início e o desenvolvimento de uma vida.


Não importa se você mora em apartamento ou se não tem espaço suficiente para um belo jardim. Um ou dois vasinhos já podem despertar todos esses conhecimentos e sentimentos nos pequenos. Basta um cantinho arejado e que bata Sol durante um período do dia. O melhor é pesquisar o tipo de planta mais adequado para o espaço que você dispõe em sua casa. A jardinagem é uma atividade que desperta nas crianças o sentimento de proteger o meio ambiente, algo urgente para nosso planeta e para garantir o futuro saudável das próximas gerações.

Formas de desenvolver autocontrole de seu filho


Atualmente, é cada vez mais difícil poder ensinar a uma criança a desenvolver seu autocontrole emocional. É só pensarmos em como funcionam os tempos modernos: com a popularização de aparatos ligados à Internet, é muito fácil termos informações, objetos e nos comunicar de forma instantânea, tudo parece estar a um click de distância.


No entanto, a realidade é diferente. Nem sempre podemos ter ou fornecer aos nossos filhos aquilo que queremos e aquilo que eles querem. A maneira como o consumo é estimulado com uma publicidade infantil também faz com que as crianças cada vez mais desejem itens supérfluos como se fossem necessários. Quanto mais facilmente as coisas são oferecidas e alcançadas, maior a frustração quando algo não é imediatamente possível ou leva certo esforço e tempo para ser conquistado.


Então, nessa explosão de rapidez e necessidade ligadas à nossa forma de vida moderna, como ensinar nossos filhos o autocontrole emocional, disciplina e paciência?


Crianças não nascem com o dom da paciência, esta é uma habilidade que precisa ser trabalhada. Como dito, nossa cultura moderna nos induz a impaciência. Por isso, é importante desde cedo trabalharmos tal aspecto para um melhor desenvolvimento psicológico de nossos filhos, o que garantirá a eles um crescimento e uma vida mais saudável e sustentável quando alcançarem a idade adulta. Algumas estratégias podem ser aplicadas desde cedo na educação, de acordo com a faixa etária:


Até 12 meses de idade


Até essa idade, os pequenos possuem muito pouco autocontrole, respondendo mais a seus instintos. Os pais precisam saber identificar os sentimentos do bebê, para lidarem melhor com suas necessidades básicas. É importante sempre acalmar a criança nos momentos em que ela apresentar sinais  de estresse. E para este processo, é preciso permanecer calmo e ensiná-la por meio de seu próprio exemplo. Além disso, indique os comportamentos aceitáveis e errôneos, estabeleça os limites básicos de conduta a partir do momento em que o bebê seja capaz de compreendê-los, especialmente pelo modelo da repetição.


De 1 a 2 anos de idade


Nessa fase, as crianças vivem em seu pequeno mundinho, demonstrando fortemente seus sentimentos e necessidades. Mas isso não significa que os pais devam sempre ceder. É preciso estabelecer uma rotina para que a criança internalize seus deveres e horários, aprendendo assim a esperar e desenvolver seu autocontrole. Sempre que possível, dê a ela a chance de escolher, mas ensinando-a como escolher. Por exemplo: do que desejam brincar, qual história desejam escutar ou o que comer. Estas são chances de já estabelecer certos limites, além de fazer com que o pequeno se sinta também no controle.


De 2 a 3 anos de idade


A partir dessa idade é preciso continuar o processo de orientação sobre as escolhas da criança e respeitar sua rotina. Também, é um bom momento para exercitar sua paciência, fazendo com que aprenda a esperar. Aprender a esperar faz com que a criança perceba que não só ela tem necessidades, mas os outros também. Esperar pode ser aprendido através da brincadeira, quando um brinquedo ou videogame é compartilhado. No dia a dia, existem outras inúmeras oportunidades para isso. O importante é que os pais nunca percam o autocontrole para que possam ensiná-lo a seus filhos.


Apenas um fato importante para finalizar: as crianças que são acostumadas a terem tudo que desejam não são necessariamente as mais felizes.

Como o afeto dos pais constrói a autoestima da criança


Todo pai e toda mãe quer criar um filho que ame a si mesmo, mas que também seja capaz de reconhecer seus erros e defeitos. O ideal é sempre buscar o equilíbrio entre entender qual o seu real valor, ao mesmo tempo em que seja capaz de enxergar o outro e o valor que também lhe cabe. Na infância, a forma como os pais incitam ou não a capacidade de seus filhos em olharem e atribuírem valor para si mesmos pode afetar fortemente na formação de sua personalidade. Como os pais lidam e tratam a criança e como eles mesmos se portam em frente a ela são fatores que afetam demais o adulto que ela irá se tornar.


Como pais, sempre procuramos fazer com que nossos filhos estejam seguros, saudáveis e felizes. Todavia, é também importante que façamos com que eles se sintam confiantes e capazes de reconhecer suas capacidades e qualidades. Ser um pai ou mãe afetuoso, que abraça, beija e mantém uma proximidade afetiva de seus filhos é um dos fatores mais importantes entre aqueles que contribuem para a construção do amor próprio da criança, pois significa demonstrar seu amor parental além das palavras, além do efeito abstrato que falar “eu te amo” produz. A proximidade afetiva trazida pela demonstração corpórea ou prática de amar é talvez o fator mais relevante para estimular a autoestima de seu filho.


Assim, a rotina diária de colocá-lo para dormir ou o fato de sempre andarem de mãos dadas juntos na rua, beijos, abraços, brincadeiras, cócegas são formas de “eu te amo” cotidianas, que constroem não só uma parceria para vida, mas também uma base sólida de inteligência afetiva que sustentará toda a trajetória de seu filho. Crianças enxergam seus pais como imagens que devem espelhar. E esses reflexos deixados em suas cabecinhas permanecem por um longo tempo como modelos de conduta.