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Preparando seu filho para as viagens de fim de ano

Final de ano chegando e é sempre um alívio poder fazer aquela viagem de férias e sair um pouco da rotina. Mas se temos filhos, fica um problema: como preparar as crianças para a saída da rotina e do seu espaço confortável? Claro que os pequenos também adoram viajar e conhecer novos lugares, porém, muitas vezes, a saída da rotina pode estressá-los e criar uma certa angústia sobre o novo com que se defrontarão.

Já falamos várias vezes aqui no blog que a rotina é algo indispensável para as crianças, pois assim elas acreditam possuir o controle sobre o que acontecerá e mantém-se menos ansiosas com relação ao mundo novo que estão descobrindo. A rotina também é a mãe da disciplina e do sossego dos pequenos. Uma vida regrada é tudo que seu pequeno precisa para ser calmo e aprender a ter responsabilidade quando mais velho.

Uma viagem pode criar certa angústia nos pequenos quando está prestes a acontecer, por isso, é preciso prepará-los com antecedência para esse evento. Nem todas as crianças gostam de dormir fora de casa e sentem-se desconfortáveis com isso. Assim, ir preparando-as aos poucos para uma viagem é uma estratégia interessante para evitar a sua ansiedade.

Fale sobre a viagem que a família fará com algumas semanas de antecedência. Mostre fotos do hotel ou da casa em que se dará a estadia, assim como imagens da cidade ou da praia que vocês visitarão. Conte como vocês irão até o local, se de carro ou de avião e quantas horas durará o deslocamento. Faça com que a criança participe do planejamento da viagem para que ela possa também se planejar dentro de sua cabecinha.

Diga ao seu filho as coisas divertidas que vocês poderão fazer na cidade que visitarão, se irão encontrar com amigos e parentes. Mostre a ele que brinquedos poderá levar e juntos, montem a sua mala de roupas. Prepare um kit com comidinhas e distrações para que o pequeno não se aborreça durante o deslocamento. Assim, sabendo mais ou menos o que irá encontrar, seu filho permanecerá menos ansioso com relação à viagem, fará planos e imaginará situações divertidas para se distrair.

Outro ponto importante é tentar manter os horários fixos da criança com relação à refeições e sono mesmo durante os dias de passeio. Mesmo saindo um pouco da rotina, para o bem-estar da criança, é preciso que ela seja minimamente mantida.

Aprendendo música na infância

A melhor forma de incitar seu filho a aprender um instrumento é inserindo a música desde cedo em sua vida. Ainda bebê, coloque músicas para que ele possa ouvir, balbuciar e se mover de acordo com a batida. Isso ajuda-o a desenvolver a coordenação motora e o senso de ritmo, além de estimulá-lo a prestar atenção nos diferentes sons de instrumentos e na própria letra da música, ativando o processo de apreensão da linguagem. Cientistas acreditam que ao ouvir música, as conexões entre os neurônios dos bebês se desenvolvem mais fortemente.

A partir dos 5 anos de idade, a criança já consegue acompanhar o ritmo da música com maior coordenação. Esta é a idade ideal para começar a aprender um instrumento. Converse com seu filho sobre qual instrumento lhe agradaria mais aprender e se ele gostaria de ter aulas. É cientificamente comprovado que o aprendizado da música durante a infância ajuda no desenvolvimento do cérebro e contribui para diversas formas de aperfeiçoamento durante o processo de crescimento.

Ao começar a aprender um instrumento, a criança entrará em contato com outro tipo de linguagem, a linguagem musical, onde as representações de sons se dão por notas postas numa pauta de 7 linhas. Assim, é como se a criança aprendesse outra língua cujos símbolos são totalmente diferentes dos alfabéticos. Isso estimula a criatividade e a noção abstrata de registro do mundo.

Depois, para aprender direito o instrumento, a criança desenvolverá a disciplina de tomar aulas semanalmente e praticar diariamente. Verá que todo o esforço depositado em sua prática gera resultados. Essa é uma ótima lição a ser aprendida nos primeiros anos da infância. Por fim, não só o seu cérebro como a coordenação motora fina serão estimulados. Não importa qual instrumento a criança escolha aprender, sempre haverá um desenvolvimento da movimentação corporal em relação ao tempo e ao ritmo da música.

Assim, aprender um instrumento na infância gera benefícios incríveis para o pequeno e ajuda-o a desenvolver aspectos mais importantes da sua inteligência e de seu corpo.

Ninando o seu bebê

O seu bebê desperta, no meio da noite, chorando. Você trata dele com todo amor e carinho, mas ele não descansa, não se acalma. Pode ser fome, dor, mas às vezes é só uma espécie de ansiedade primitiva que precisa ser cessada através de algum método que a libere. A melhor forma de lidar com isso é o ato de ninar.

Ninar o seu bebê é uma forma de acalmar ele e você. Algumas vezes, os pais, vendo que ele não se acalma, ficam ainda mais ansiosos transmitindo esse sentimento. Mas ninando-o, você também irá se acalmar cantarolando palavras doces. Isso é imediatamente passado para o pequeno. Não se esqueça: as reações do seu filho muitas vezes são o espelho do seu próprio comportamento.

Além do mais, ninar o bebê aumenta a sua conexão com ele. Essa é uma dica valiosa para os papais aumentarem a sua intimidade com a criança, uma vez que, muitas vezes, essa conexão é mais forte com a mãe, por conta da amamentação. Ninar faz com que seu corpo esteja junto do bebê e ele sinta a sua respiração calma e os batimentos de seu coração. Isso traz a ele uma paz que é compartilhada imediatamente com você.

Também, cantarolando músicas ou emitindo sons reconfortantes, você estará estimulando o desenvolvimento da linguagem do bebê. Muitas vezes ele fica murmurando enquanto a música é cantada, respondendo à melodia. Isso é uma forma de perceber o estímulo.

Não há nada mais bonito que uma conexão tranquila e amorosa entre pais e filhos e o ato de niná-los desde cedo com certeza ajuda nessa construção.

Choro dos bebês: a manha

Simplificando, podemos dizer que existem três motivos que levam um bebê a chorar: dor, fome e manha. Mas, neste post, gostaríamos de nos ater à questão do choro por manha que é tão comum entre os mais pequenininhos. A manha não necessariamente carrega só o caráter negativo a que a palavra nos remete: birra, capricho ou teimosia. A manha dos bebês pode ser também uma necessidade legítima de atenção.

Os bebês ainda estão tentando entender o que é a vida e o mundo. Eles não possuem ainda a capacidade de se expressarem nem falar aquilo que sentem. Comunicando-se basicamente por barulhinhos, às vezes a manha é apenas uma angústia de não ser compreendido ou, mais ainda, de não compreender o que acontece à sua volta.

A manha também pode ser uma necessidade de atenção que não visa a birra, mas a simples companhia do outro. Imagine o que é chegar neste mundo sem saber o que ele é, o que são as coisas e sem a capacidade de expressar ou mesmo de reconhecer propriamente seus sentimentos. Ainda que os bebês possuam certos instintos biológicos, inicialmente, não conseguem compreender a dinâmica do dia a dia e das pessoas que os rodeiam. E o pior, não são capazes de expressar essa angústia do desconhecimento de outra maneira que não o choro.

Por isso, normalmente quando um bebê chora por manha, ele chora por uma angústia do desconhecimento do mundo ao qual chegou, pedindo o conforto da companhia de seus pais para acalmá-lo. Ser mãe e pai exige paciência e compreensão com o serzinho que está aprendendo a viver.

A literatura como aprendizado na infância

Todos sabemos da importância da leitura e como é gostoso partilhar momentos com nossos filhos para contarmos histórias. Contudo, através da leitura, os pequenos não só se divertem, mas também aprendem e desenvolvem sua sensibilidade. A infância é um momento de descobertas, por isso, as crianças, até mais ou menos os 5 anos de idade, passam a maior parte do tempo voltadas para si mesmas. Afinal, elas estão aprendendo a serem elas mesmas, se descobrindo e tentando lidar com o mundo que as rodeia da melhor forma.

Ao deparar-se com uma estória protagonizada por outro “eu”, a criança deixa por um tempo o seu próprio mundinho, colocando-se no lugar do personagem. Transporta-se para os sentimentos e as situações que o protagonista da história vive, coloca-se no lugar dele, se indigna com as injustiças e conflitos que podem ser contados, desenvolve a sua imaginação, pois passa a concretizar em sua cabecinha as imagens descritas pelo narrador. Normalmente, os livros infantis são ilustrados, o que atrai ainda mais a atenção das crianças, também beneficiando o desenvolvimento de sua percepção estética.

Além disso, as histórias infantis também trabalham com a linguagem. Se o pequeno já sabe ler um pouquinho, a presença de livros em seu cotidiano o ajudam a desenvolver a cognição voltada à linguagem. Ele desenvolve a leitura, a escrita e a expressão oral de maneira divertida. Sabendo se expressar bem dentro de sua própria língua, a cognição relacionada a outros tipos de linguagem, como a matemática, as ciências e a música, ficam mais fáceis de serem aprendidas e internalizadas.

Por isso, a literatura na infância é um aliado para o desenvolvimento sensível e cognitivo da criança. E não pense que os pais também não aprendem ao lerem para seus filhos. A literatura é uma lição sem fim e para qualquer idade.

A importância da rotina para as crianças

Sempre falamos sobre como é importante que as crianças tenham uma rotina e parece bastante claro porque isso contribui para o seu desenvolvimento, afinal, até quando somos adultos, organizar nossas tarefas diárias é algo importante para darmos contas de todas as demandas da vida.

No entanto, durante a infância, por mais que as crianças não possuam deveres urgentes ou responsabilidades muito pesadas, a rotina regrada faz diferença para que, desde cedo, saibam lidar com seus afazeres de forma prudente para que amadureçam mais rápido e levem esses ensinamentos para vida. Será mais difícil para uma criança sem disciplina e rotina adquirir esse hábito quando mais velha. Nós que somos adultos sabemos que disciplina é uma das chaves para obtenhamos sucesso naquilo que empreendemos.

Ademais, como a infância é um momento de aprender a lidar com o mundo, a rotina faz com que os pequenos se sintam no controle dos acontecimentos. Se todos os dias eles acordam e dormem no mesmo horário, já sabem de antemão o que irá acontecer, o que lhes traz uma espécie de conforto diante das sucessivas descobertas nem sempre prontamente inteligíveis que a vida lhes traz. A rotina acaba lhes diminuindo as chances de desenvolver ansiedade em lidar com aquilo que é novo.

Portanto, é sempre importante que as crianças se sintam nessa espécie de controle sobre as próprias vidas, pois, mais para frente, elas entenderão que, com organização e disciplina, podem lidar com quase todos os desafios. Essa é uma contribuição valiosa que os pais ensinam a seus filhos desde cedo e que rende frutos importantíssimos, entre eles, o principal é a responsabilidade.