voltar

Blog > smartphone

Conflitos entre irmãos

Desentendimentos entre irmãos não são fatos incomuns. Por mais que os pais acreditem que essa relação é sinônimo de companheirismo para a vida toda, nem sempre eles efetivamente se dão bem, seja por uma breve fase ou por diferenças de personalidade que demoram para serem resolvidas. Durante a infância, a tendência é de que os desentendimentos sejam mais simples, relacionados ao crescimento e amadurecimento dos pequenos. É também nessa época em que eles normalmente firmam uma relação mais estreita para a vida.

Por que irmãos brigam?
Muitos motivos podem causar uma briga. A maioria dos irmãos passa por fases em que sentem ciúmes ou competem entre si e isso pode levar a desavenças ou a um senso de disputa nem sempre saudável. Justamente o fato de que irmãos compartilham necessidades e sentimentos pode fazer com que eles briguem.
Por exemplo, crianças novinhas, de 1 a 3 anos, costumam ser naturalmente mais protetoras, guardam para si seus brinquedos e estão em processo de aprendizado de como e por que partilhar. Se uma criança nessa faixa etária tem um irmão mais novo que pega seu brinquedo sem permissão, é natural que ela se sinta frustrada com o caçula, o que pode gerar uma briga. Por isso, é importante que os pais tenham em mente que cada filho, dependendo de sua idade, precisará de um tratamento diferente para o entendimento de seus próprios sentimentos, erros e acertos.
No entanto, crianças já em idade escolar costumam ter um forte senso de justiça e equidade e podem não entender os motivos pelos quais seu irmão caçula é tratado de forma diferente. É preciso bastante equilíbrio e jogo de cintura por parte dos pais e cuidadores para que se façam entender pelas crianças. Outro fator que pode acarretar constantes brigas é o modelo que os irmãos vivem em casa. Se os pais têm o costume de brigar de forma agressiva e desrespeitosa, seus filhos tendem a reproduzir o mesmo comportamento.

Deixe que os irmãos se resolvam sozinhos
Sempre que possível, não se envolva na briga que acontece entre irmãos. Acompanhe de longe e em silêncio, por mais desagradável que isso seja. Apenas interfira se houver alguma demonstração de violência física, palavrões ou outros comportamentos a serem corrigidos rapidamente. Se toda vez que as crianças brigarem algum adulto interferir, há o risco de que mais problemas sejam criados. Muitas vezes, os irmãos podem estar apenas esperando pela intervenção do adulto e não aprendem a resolver seus problemas sozinhos. E, também, através de intervenções constantes, há o risco de parecer que o adulto favorece uma criança mais do que a outra, que uma delas é sua “favorita” ou “protegida” na percepção da outra.

Mas, se é preciso intervir, busque a neutralidade
Quando é inevitável intervir, não se preocupe em descobrir qual dos irmãos está certo ou errado, qual deles é o culpado. Quando um não quer, dois não brigam, então os dois têm sua parcela de responsabilidade. Apenas os separe e dê algum tempo para que se acalmem e aprendam a lidar com sentimentos de raiva e frustração. Em seguida, expresse verbalmente que, naquela briga, não há culpado e que todos saem ganhando quando apenas param de discutir e tentam se entender serenamente.

Como ensinar as crianças a perdoar?

É comum pedirmos para uma criança perdoar ou desculpar o outro: o irmão que pegou o brinquedo e não devolveu, o coleguinha de escola que puxou o cabelo, a professora que esqueceu o seu nome ou os pais que se atrasaram. Mas quando você diz para o seu filho perdoar alguém ou até mesmo desculpar-se por algum erro próprio, será que ele entende o que isso realmente significa?

É essencial que as crianças compreendam o verdadeiro sentido de perdoar e isso parte de um entendimento do que é compaixão e empatia pelo próximo. Por isso, tratando-se desses assuntos tão delicados, é importante estabelecer um diálogo mais profundo com seu filho, fazendo com que ele assimile comportamentos e sentimentos que agucem sua capacidade de perceber o outro e os possíveis impasses que a convivência com esse outro traz.

Então, antes de pedir para o seu filho perdoar alguém, converse sobre o que ele está sentindo, faça-o entender a dimensão da causa e relativizá-la. No entanto, é importante estabelecer alguns limites, como, por exemplo, de que perdoar não é necessariamente esquecer ou ignorar a falha do outro. Ninguém quer criar um filho rancoroso e tampouco um completo ingênuo. Neste aspecto, é função da família mediar a dose necessária de desprendimento e ressentimento de acordo com seus valores, porque é principalmente dentro de casa que se aprende a perdoar.

7 dicas para incentivar a amizade entre irmãos

Dividir as atenções dos pais e da família com os irmãos nem sempre é tarefa fácil para os pequenos. Cabe aos pais direcionar o comportamento e atitudes das crianças em relação aos irmãos e também ensinar que eles podem ser seus parceiros para toda vida.

Confira algumas dicas para incentivar um relacionamento saudável entre os filhos:

- Crie situações para que os pequenos brinquem em equipe, com jogos e brincadeiras;
- Busque ser justo, evitando reagir impulsivamente, analisando o conflito e a melhor maneira de intervir;
- É importante que os irmão aprendam a resolver seus conflitos sozinhos, busque não interferir a não ser que haja algum tipo de agressão;
- Facilite o entendimento de cada filho sobre como os irmãos o admiram e o apreciam;
- Faça uso da diferença entre personalidades e gêneros; demonstre como as diferenças são positivas e não pejorativas;
- Tente não defender demais o filho ou filha caçula;
- Reserve um tempo para passar com cada filho individualmente, evitando falar sobre os irmãos.

Incentive a brincadeira e o aprendizado que as crianças estão expostas ao conviverem com outras crianças. Ter irmãos é um privilégio!

A importância dos irmãos

A convivência com irmãos durante a infância é, de forma geral, um ensaio para a vida. As disputas, a cumplicidade, as trocas e o carinho fazem parte do dia a dia dos pequenos que dividem o tempo e espaço com um irmão ou mais irmãos. Seja gêmeo, adotivo, mais novo, mais velho ou um amigo muito próximo ou um primo, a relação entre os pequenos traz inúmeros benefícios para o desenvolvimento de cada um deles.
A convivência é uma oportunidade para errar, testar o limite do outro, aprender a ter paciência, a admirar, a se frustrar e a amar. Esse, aliás, é o desejo de todos os pais em relação a seus filhos. Enquanto os pais ficam com a função de transmitir valores e a moldar o caráter, é com os irmãos que a criança aprende a se socializar, observar e aprender com a experiência do outro no cotidiano.

As brigas irão acontecer, não tem jeito, e elas também são uma forma de aprendizado. É onde se aprende a negociar, barganhar, ceder, trocar e também amar. Cabe aos pais intervirem, quando algo passar dos limites. Entendendo e observando cada filho e suas diferenças de personalidade, o tratamento deve ser individual.
Quando as personalidades dos irmão são muito diferentes e não existe uma relação fácil entre eles, é importante ensinar o respeito as diferenças e aprender a conviver com elas.
Diversos sentimentos são descobertos e explorados nessa convivência saudável e que tem tudo para durar a vida toda!