voltar

Blog > Como o afeto dos pais constrói a autoestima da criança

Como o afeto dos pais constrói a autoestima da criança


Todo pai e toda mãe quer criar um filho que ame a si mesmo, mas que também seja capaz de reconhecer seus erros e defeitos. O ideal é sempre buscar o equilíbrio entre entender qual o seu real valor, ao mesmo tempo em que seja capaz de enxergar o outro e o valor que também lhe cabe. Na infância, a forma como os pais incitam ou não a capacidade de seus filhos em olharem e atribuírem valor para si mesmos pode afetar fortemente na formação de sua personalidade. Como os pais lidam e tratam a criança e como eles mesmos se portam em frente a ela são fatores que afetam demais o adulto que ela irá se tornar.


Como pais, sempre procuramos fazer com que nossos filhos estejam seguros, saudáveis e felizes. Todavia, é também importante que façamos com que eles se sintam confiantes e capazes de reconhecer suas capacidades e qualidades. Ser um pai ou mãe afetuoso, que abraça, beija e mantém uma proximidade afetiva de seus filhos é um dos fatores mais importantes entre aqueles que contribuem para a construção do amor próprio da criança, pois significa demonstrar seu amor parental além das palavras, além do efeito abstrato que falar “eu te amo” produz. A proximidade afetiva trazida pela demonstração corpórea ou prática de amar é talvez o fator mais relevante para estimular a autoestima de seu filho.


Assim, a rotina diária de colocá-lo para dormir ou o fato de sempre andarem de mãos dadas juntos na rua, beijos, abraços, brincadeiras, cócegas são formas de “eu te amo” cotidianas, que constroem não só uma parceria para vida, mas também uma base sólida de inteligência afetiva que sustentará toda a trajetória de seu filho. Crianças enxergam seus pais como imagens que devem espelhar. E esses reflexos deixados em suas cabecinhas permanecem por um longo tempo como modelos de conduta.