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Dia nacional do Livro

Foi no dia 29 de outubro de 1810 que a Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Rio de Janeiro, transformando-se na atual Biblioteca Nacional. Por esta razão que se institui o dia do livro nessa data.

Então, nunca é demais lembrarmos a importância de ler para as crianças. A literatura é uma fonte inesgotável de fantasia e aprendizado, para pequenos de todas as idades e também para nós, adultos.

Estabeleça uma rotina de leitura para seu filho desde muito cedo. Livros para bebês que os ajudam a descobrir formas, cores e objetos estimulam o aprendizado cognitivo. Desde cedo estimulada, a criança aprenderá a reconhecer símbolos e significados dos objetos, acelerando o desenvolvimento da fala, do pensamento lógico e emocional.

Livros e literatura são formidáveis companhias para todas as idades! Neste dia 29, invista na paixão pela leitura para o seu filho e para você!

A leitura e o desenvolvimento da criança

Sabemos que a leitura desde cedo, mesmo quando a criança tem meses de idade, traz inúmeros benefícios para o seu desenvolvimento. Um estudo recente da Universidade da Califórnia comprovou que a leitura desde cedo oferece 70% mais palavras para o vocabulário da criança em comparação com indivíduos que não têm acesso à leitura com a mesma intensidade.

A leitura para bebês, mesmo que pareça que não faz sentido, traz benefícios que vão além da compreensão da história ou das palavras. O ritmo, a entonação, o contato com o pai ou a mãe que está lendo para o bebê são estímulos riquíssimos para o pequeno.

A curiosidade e a imaginação são despertadas pela leitura. A criança está atenta e querendo entender esse momento mágico que acontece quando o adulto lê para ela.
Mais interativa que assistir à TV, a atividade da leitura promove a reação da criança e é possível ajustar o ritmo, responder perguntas, ir mais rápido ou mais devagar, voltar e criar um diálogo com um simples livro, criando um momento especial e reforçando vínculos entre pais e filhos.

Procure introduzir a leitura e os livros no dia a dia dos pequenos desde cedo. Livros adequados para cada idade são fáceis de ser encontrados, seja em livrarias ou bibliotecas. Na internet, diversos grupos e blogs organizam trocas de livros entre pais, o que ajuda na questão de custos. Vale a pena investir seu tempo nessa tarefa!

Como desenvolver o vocabulário das crianças desde cedo

A introdução de novas palavras no vocabulário infantil é uma tarefa que pode acontecer naturalmente, através do convívio familiar, experiências vividas pelas crianças, atividades com outras crianças e adultos, etc. No entanto, incrementar a quantidade e a qualidade de palavras apresentadas para o acervo da criança pode trazer benefícios para o aprendizado e desenvolvimento cognitivo.

A leitura é definitivamente a mais eficiente forma de cumprir esse objetivo. Os livros introduzem diferentes assuntos e novas palavras que normalmente não aparecem nas conversas do dia a dia.
Mesmo sendo na mesma língua, as palavras contidas nos livros não estão normalmente na rotina da criança e essas novas possibilidades apresentadas nos livros facilita o avanço na capacidade de representação do pequeno. Isso vale para crianças que sabem ler como crianças que ainda não são independentes na leitura, incluindo os bebês. Ler para a criança nos primeiros meses de vida faz muita diferença. Eles não compreendem o conteúdo da história mas entendem a diferença de entonação, ritmo e diferentes expressões que o pai ou a mãe mostram.

A televisão e os tablets e smartphones também complementam essa tarefa. Eles podem introduzir novas palavras ao universo da criança. No entanto, o contato com esses aparelhos acontece de forma diferente, onde a criança é parte passiva da relação.

Com a leitura, a criança tem papel ativo e possui mais interação com a história e o autor. Além disso, quando lemos para os pequenos o vínculo é facilitado. É o momento em que os dois estão próximos e podem compartilhar as mesmas experiências através da história.

As histórias aproximam a família e inspiram novas conversas. Ler só traz benefícios!

Por que é importante ler para os bebês


A leitura estimula o desenvolvimento e o raciocínio. Quanto mais cedo esse hábito começar, que pode ser feito desde a gravidez, maior será esse estímulo. Dentro da barriga, o bebê é influenciado pelas vibrações do som e entonações que acontecem durante a leitura.
Depois do nascimento, mesmo sem compreender todos os significados das palavras lidas, a leitura serve como estímulo para o desenvolvimento dos pequenos, quando feita com tom de voz compassado e com melodias. Há diversos livros infantis que proporcionam esse tipo de entonação.
As figuras coloridas associadas à leitura começam a ser eficazes a partir do quarto mês de vida do bebê. Desta fase até mais ou menos os dois anos de idade, é recomendado oferecer livros de pano ou de plástico e com diferentes texturas, cores e até cheiros para estimular diversas funções sensoriais da criança.
O timbre e a cadência da voz acalmam o bebê e quando feita em um ambiente tranquilo, a leitura ajuda a desenvolver partes importantes do cérebro. Um estudo realizado em junho mostrou que quanto mais consistente a exposição das crianças à leitura, mais áreas cerebrais ligadas ao processo que atribui significados as palavras são ativadas.

A mesma pesquisa também mostrou que áreas do cérebro ligadas ao prazer da leitura são influenciadas desde cedo com o hábito e isso pode ser determinante para a formação de futuros leitores. Ou seja, comece desde já!

Lendo para os bebês

Contar histórias para o bebê traz muitas vantagens para o seu desenvolvimento cognitivo. Mesmo que ele ainda não entenda completamente o que está sendo dito, a leitura é um momento para ser compartilhado com seu filho e que deve continuar durante toda a sua infância. É uma boa forma de simulação que ensina o pequerrucho a se comunicar, introduzindo conceitos como letras, números, cores e formas de um jeito divertido, em companhia de quem ele mais ama. Também o ajuda a estruturar sua memória, capacidade de ouvir e vocabulário, fornecendo a ele informações sobre o mundo novo que o rodeia.
Quando completa o seu primeiro ano de vida, o bebê já aprendeu todos os sons que necessita para falar a sua língua nativa. Quanto mais histórias os pais contarem até esta data, maior o desenvolvimento fonológico do filho e melhor será a sua capacidade de começar a falar, pois isso ajuda a enriquecer o seu repertório de sons e palavras iniciais. Aos dois anos de idade, as crianças que sempre leram histórias com seus pais possuem maior vocabulário do que aquelas que não tiveram tal experiência, além de apresentarem mais facilidade de começarem a falar.

Durante a leitura, o bebê escuta a história expressando diferentes emoções e sons, o que também corrobora para seu desenvolvimento social e emocional. A leitura também convida o bebê a olhar, apontar, tocar e responder primariamente a questões, promovendo também o desenvolvimento cognitivo. A linguagem começa a se estruturar no cérebro infantil a partir da imitação dos sons, do reconhecimento de imagens e do aprendizado das palavras das histórias contadas.

O bebê pode não saber o que as imagens de um livro querem dizer, mas ele pode se concentrar sobre elas, especialmente sobre figuras com cores brilhantes e padrões contrastantes. Ler ou cantar canções de ninar e cantigas de roda pode entreter e acalmar o bebê. Entre os 4 e 6 meses, o pequerrucho começa a mostrar mais interesse pelos livros, pegando-os, agarrando-os e levando-os à boca. Escolha livros resistentes de pano ou vinil, com cores brilhantes, textos repetitivos ou rimas.
Entre os 6 e 12 meses, seu filho começa a entender que as imagens representam objetos e muito provavelmente irá desenvolver preferências por determinadas figuras, páginas ou até mesmo histórias inteiras. Ele vai responder enquanto você lê, agarrando o livro e fazendo sons. Lá pelos 12 meses de idade, ele irá tentar virar as páginas, começar a apontar para objetos em uma parte específica do livro e repetir os seus sons durante a leitura.
Leia para o bebê, antes de dormir, em alguns momentos durante o dia, quando puder, pois um dos maiores ganhos dessa experiência é a proximidade entre pais e filhos, que começa a ser associada pelos bebês ao ato da leitura. Passar tempo lendo juntos insere no pequeno a importância e as delícias dos livros. Ler com alegria, emoção e intimidade para o seu filho faz com que ele comece a associar os livros à felicidade - e assim, um bom leitor iniciante é criado. Em um país com tão baixos índices de domínio da língua portuguesa, da escrita e da compreensão de textos simples, esse é um ganho para a vida toda!

Criando histórias com seus filhos

As crianças adoram ouvir histórias, viajar em mundos fantásticos e exercitar a própria imaginação. Mas talvez seja ainda mais comum ver os pequenos contando suas próprias aventuras, criando situações com seus brinquedos e também as narrando para todos que queiram escutá-las.

Uma forma muito bacana de exercitar a criatividade e a expressão oral dos baixinhos consiste em incentivá-los a criar suas próprias histórias, e não é necessário que já saibam ler e escrever para isso, o importante é encorajá-los a desenvolver sua inventividade, mesmo que seja apenas contada oralmente ou com desenhos.

Há algumas opções para iniciar a construção da história:

1)    Apresentar à criança algumas imagens que despertem a imaginação;

2)    Escolher algumas palavras e pedir que a criança monte uma rápida narrativa com elas;

3)    Começar a ler uma história e pedir que o final seja criado, mais de uma vez se necessário.

Começando a brincadeira com algumas dessas opções, deixe que o pequeno continue a história livremente, durante o tempo que precisar. Uma ótima ideia é sempre compilar as criações em um livro, montado junto com um adulto. Ele permanecerá como um registro da criança, quando ela quiser voltar às histórias, ou ainda como uma boa memória de sua infância.

Montar o livro pode ser uma atividade em família, os pais podem escrever as histórias, fazer uma capa com nome e título, além de caprichar nas ilustrações, a maioria feita pela própria criança. Se ela não gostar tanto de desenhar, é uma boa opção fazer colagens com imagens de revista.

Incentivar a inventividade dos pequenos e dar a eles o papel condutor na narrativa das histórias faz com que desenvolvam diversos aspectos lógicos de causa e efeito, além de aprimorar a sensibilidade. Montar o primeiro livrinho de histórias pode ser um programa divertido para as férias em família que estão chegando!