voltar

Blog > Aprendizagem

A importância do sono para os bebês

Desde o som da voz dos pais até cheiros e imagens são exemplos da grande quantidade de informações novas a que os bebês ficam em contato a partir do momento em que nascem. Como então processar e aprender a partir dessa exposição?
Um estudo recente do instituto alemão Max Planck chegou à conclusão que a quantidade enorme de informações que os bebês ficam expostos a partir do momento em que nascem são fixadas como conhecimento durante o sono.

No estudo, foram analisados 90 bebês divididos em grupos que eram expostos aos mesmos objetos, porém um dos grupos cochilou por 1 a 2 horas e o outro saiu para um passeio, sem dormir. Na análise, o grupo que dormiu levou menos tempo para lembrar dos objetos em comparação com o grupo privado da sonequinha.

Para se ter uma ideia da importância do sono dos bebês, uma criança que dorme mal não só deixa de fixar o que já presenciou mas pode ter o mecanismo de aprendizagem comprometido no futuro. É importante que os pais se atentem a esse hábito e procurem soluções para garantir que os pequenos tenham o tempo ideal de sono, de acordo com a idade. Um recém-nascido, por exemplo, deve dormir entre 16 e 18 horas por dia. Não é recomendado, porém, que o sono se prolongue por mais de 3 horas pois o bebê precisa despertar para mamar.

Aos 6 meses, o número total de horas de sono por dia vai para 14 horas. Com 1 ano, 13 horas totais de sono por dia são ideais para uma rotina saudável. Até os 6 anos, essas horas podem ser divididas entre o período da noite e pequenas sonecas durante o dia.
Confira mais detalhes sobre essas horas nessa tabela.

O importante é entender a importância do hábito de um sono saudável desde cedo e conversar com um especialista, como o pediatra, pois cada caso é um caso.

A curiosidade e o desenvolvimento das crianças

As crianças são extremamente curiosas, adoram perguntar, explorar, inventar novidades e, fazendo isso, elas aprendem, crescem e se desenvolvem. Desde o momento do nascimento, os pequenos são atraídos por coisas novas, exploram, perguntam, obtém a resposta, voltam a explorar. Esta é a maneira como cada criança descobre e aprende sobre o mundo que a circunda. Descobre o doce do chocolate, o azedo do limão, o cheiro específico de cada flor ou o canto diferente de cada pássaro. O mundo lá fora é um espetáculo contínuo para os sentidos e oportunidades infinitas para o conhecimento. A curiosidade serve como um impulso para um ciclo de aprendizado que nunca se esgota.

Instigar seu filho para sempre correr atrás das respostas que a sua curiosidade incita significa prepará-lo para ser uma criança autônoma, dona de seu próprio crescimento intelectual, social e emocional. Por isso, é importante valorizar essa faceta do desenvolvimento infantil. Toda criança, quando descobre algo novo ou está intrigada por alguma dúvida, tende a dividir isso com seus pais ou pessoas mais próximas. Dê valor a isso, a essas pequenas dúvidas ou descobertas do pequeno, ajude-o a solucionar as perguntas e valorize seu esforço em encontrar as respostas. Isso o incentivará a manter sua curiosidade.

Entretanto, para uma parte das crianças, a curiosidade pode desaparecer com o passar dos anos. Assim, o pequeno restringe seu escopo de conhecimento e vivências e não apreende tão facilmente novos conhecimentos, pois é mais dificilmente estimulado. A falta da curiosidade acaba cortando sua autonomia em crescer e desenvolver-se. Três sentimentos são os principais causadores desse enfraquecimento do sentimento de curiosidade nas crianças: medo, desaprovação e ausência.

a) Medo: o medo mata a curiosidade. Quando o mundo da criança é caótico, isso faz com que ela tenha medo de qualquer novidade. Assim, ela prefere aquilo que lhe é familiar, permanecendo em sua zona de conforto, sem vontade de sair e explorar coisas novas. Crianças afetadas por guerras, desastres naturais, problemas familiares graves ou violência doméstica acabam tendo sua curiosidade liquidada pelo medo.

b) Desaprovação: “não toque, não suba, não grite, não tome, não se suje, não, não, não...”. As crianças são capazes de sentir e responder aos medos e preconceitos de seus pais e entes próximos. Se houver um repetitivo sentimento de desaprovação por parte dos pais em relação às tentativas do pequeno em descobrir e explorar, isso pode extinguir a sua curiosidade.

c) Ausência: o carinho por parte dos pais e cuidadores diante da curiosidade da criança fornece dois preceitos básicos para que esta não seja suprimida – segurança e motivação. A segurança é como um estímulo positivo que perpetua o sentimento da curiosidade, motivando sua repetição e compartilhamento de experiência. A ausência desses sentimentos na criança acaba também cessando a sua curiosidade.

Amor, carinho e atenção na primeira infância são os ingredientes principais para garantir o desenvolvimento saudável de seu filho, mantendo nele o sentimento de curiosidade que o instigará por toda vida, sempre o impulsionando a crescer e tornar-se cada vez melhor.

A importância das crianças escreverem à mão

Com o desenvolvimento da tecnologia e o aumento do uso de computadores e tablets nas escolas, parece que o futuro indica para uma redução da escrita em letra cursiva, mesmo nos primeiros anos de estudo dos pequenos.

Em muitas escolas americanas, a escrita à mão é praticada apenas na pré-escola e no primeiro ano do ensino fundamental, a partir daí, os alunos já são introduzidos aos teclados e à digitação, substituindo seus cadernos por computadores. Nos países mais desenvolvidos, a mudança vem acontecendo de forma mais rápida, mas é uma tendência que cresce gradualmente em todo o mundo.

Porém, essa substituição parece não levar em conta os benefícios que a escrita com papel e caneta trazem ao desenvolvimento cognitivo das crianças. Diversos estudos voltados para esse problema são unânimes em afirmar que a letra cursiva não deve ser deixada de lado em favor das novas tecnologias.

Com a prática da escrita, a mão desenvolve seus músculos e articulações com ligações diretas ao cérebro, estimulando um circuito neural único que é ativado automaticamente, promovendo a aprendizagem. A relação entre a escrita à mão e o cérebro é bastante importante, tanto que são muito comuns os testes de caligrafia individual como objeto de mapeamento das características pessoais dos indivíduos adultos. Nas crianças, observar sua caligrafia pode revelar processos iniciais de distúrbios nervosos ou dificuldades de desenvolvimento.

Crianças que costumam redigir textos à mão são estimuladas a escreverem um número maior de palavras em menos tempo, além de terem mais facilidade de expressar suas ideias e organizar conceitos de forma adequada. Praticar a caligrafia resulta em uma aceleração neuronal mais alta em áreas do cérebro ligadas à memória do trabalho e ao desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita.

Portanto, por mais que os pequenos prefiram tablets e computadores, é importante sempre estimular a prática da escrita à mão desde o primeiro momento da alfabetização, para um maior desenvolvimento de várias competências e inteligências importantes para toda a vida.

Dicas para impor limites nas crianças

Uma das tarefas mais difíceis na hora de educar as crianças é impor limites. Os pais precisam entender que algumas atitudes, por mais duras que possam parecer, são necessárias para a formação da personalidade e desenvolvimento dos pequenos. Em uma entrevista para o portal iG Delas, a psicóloga neozelandesa Diane Levy, autora do livro É Claro que Eu Amo Você... Agora Vá para o Seu Quarto!, fala que reconhecer e evitar estratégias exaustivas e inúteis torna os pais mais convincentes em suas ordens ou instruções.

Os pais são o modelo no qual a criança vai se espelhar. Eles são os responsáveis em “moldar” a personalidade dos seus filhos. Não espere que os problemas apareçam para depois solucioná-los. A criança aprende a ter limites a partir do respeito. Tenha diálogo e comece a educá-las desde cedo para serem pessoas criativas, independentes e com autoestima. Quando os pais não conseguem estabelecer regras e limites, a criança passa a se sentir insegura e tem dificuldades em lidar com perdas, frustrações e acabam manipulando os pais.
Será que existem técnicas para impor limites? O guia abaixo, desenvolvido pelo portal Uol Mulher, detalha algumas técnicas úteis para pais e mães usarem com os pequenos.

Para crianças de 0 a 1,5 anos

- Para incentivar um comportamento desejável e positivo, bata palmas e sorria.
- Bebês aprendem por repetição. Ao levar a colher à boca da criança, a mãe pode abrir a boca junto para que ele possa repetir.
- Bebês entendem o tom de voz. Por isso, fale com carinho, suavidade e clareza.

Para crianças de 1,5 a 3 anos

- Abrace e elogie a criança sempre que ela comer tudo ou atender aos pedidos dos pais.
- Não grite ou altere o tom da voz com amigos e familiares se você ensina seu filho a não gritar com os outros. Lembre-se: você deve ser o exemplo.
- Não dê atenção enquanto a criança estiver chorando por manha. Quando ela voltar ao seu comportamento normal, dê abraços e faça elogios.

Para crianças de 4 a 6 anos

- Estimule e valorize a colaboração da criança em pequenas tarefas.
- Estabeleça algumas regras simples, como não gritar, não bater a porta e não levantar da mesa antes de terminar as refeições. Você pode recompensar a criança com elogio e uma estrelinha no quadro (como na época da escola).
- Tenha diálogo com a criança. Explique porque ela não pode fazer determinadas coisas e ter determinadas atitudes.

Fonte: CBN, Discovery Kids

Segundo idioma: quando começar a ensinar?


Existem diversas maneiras para colocar os pequenos em contato com um segundo idioma, seja através de conversas em casa, contando histórias, vendo filmes, ouvindo músicas, jogando ou na escola. Mas para isso, é importante que os pais saibam em qual idade a criança pode começar a estudar outros idiomas.

Especialistas afirmam que quanto mais cedo a criança aprender um idioma, mais rápido ela vai dominá-lo. Por volta dos 3 anos, o cérebro de uma criança está em ótima fase para aprender. Além disso, é entre os 0 e 7 anos que os sentidos, como a linguagem, visão, audição, fala e as capacidades motoras, são desenvolvidos.

Para os pais que estão pensando em matricular seus filhos em escolas de idioma, a revista Educar para Crescer compartilha duas importantes dicas para levar em consideração na hora da escolha:

1. Considere a qualidade da proposta pedagógica e dos professores. Os professores devem ser fluentes no idioma e a proposta deve ser organizada de forma que a criança esteja o tempo todo em contato com o idioma e participando de atividades que sejam significativas;

2. Entenda como a escola lida com a emoção, que está diretamente relacionada à motivação: se a criança está feliz em participar das aulas, se vai à escola de boa vontade e gosta das atividades realizadas.

A participação dos pais é muito importante para que o aprendizado seja efetivo. Sendo assim, devem criar situações rotineiras para que a criança possa praticar o idioma e se comunicar. Mas é necessário que tomem cuidado para não sobrecarregar a criança e nem criar dificuldades desnecessárias.

• Para enriquecer o vocabulário estrangeiro da criança, faça jogos como quebra-cabeça e jogo da memória;

• Tenha diálogo e incentive que a criança também converse com outras crianças para auxiliar ainda mais no desenvolvimento e aprendizagem do idioma;

• Assista a filmes e ouça músicas estrangeiras. Segundo especialistas, isso facilita a pronunciação e discernimento das palavras;

• Use a tecnologia! Existem vários aplicativos disponíveis para celulares e tablets, muitos gratuitos, para diferentes idades e níveis de aprendizagem.

Não existe um segredo para que os pequenos aprendam outro idioma. O que existe na verdade é a motivação e o incentivo que os pais podem dar aos filhos. Por isso, pratique desde a infância. Com certeza seu filho vai agradecer no futuro.

Fonte: Estadão, Educar para Crescer

A Internet e as crianças


No próximo sábado, dia 17/05, comemora-se o Dia Mundial da Internet. Data importante para a conscientização de pais e mães sobre o uso da internet pelos filhos. As crianças podem aproveitar muita coisa da internet. São muitas imagens, sons e jogos virtuais que auxiliam na educação e aprendizagem dos pequenos. Mas é importante que os pais estejam sempre por perto para acompanhar, vigiar e orientar, pois elas, na maioria das vezes, não sabem distinguir o certo do errado.

O site Guia do Bebê, explica que as crianças possuem fases diferentes na internet, de acordo com a sua faixa de idade. Aos 6 anos, a criança já quer explorar o computador sozinha e experimentar suas novas habilidades, como leitura e atividades motoras. As crianças de 7 ou 8 anos geralmente despertam o interesse pelas salas de bate-papo ou por sites que seus amigos navegam.

Uma dica é fazer uma lista de regras da família.
- Estabeleça horários para o uso da Internet e o tempo máximo que pode ser utilizada;
- Grave nos favoritos sites que seus filhos possam navegar;
- Ensine para os pequenos como proteger senhas e informações pessoais;

Também existem programas que permitem aos pais bloquear o acesso a sites impróprios ou que não desejam que os filhos acessem.
Selecionamos alguns sites com jogos que pais e mães podem se divertir com os pequenos. Além disso, são muito úteis para seu aprendizado e desenvolvimento.

Discovery Kids Brasil
Disney Channel
Cartoon Network

Fonte: Guia do Bebê