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5 motivos para deixar seu filho mais próximo da natureza!

A Primavera chegou e é hora de começar a passar mais tempo brincando ao ar livre e aproveitando o clima agradável da estação. O contato com a natureza desde cedo traz diversas possibilidades de aprendizado e desenvolvimento para os baixinhos. Listamos abaixo algumas razões para entender por que esse contato com a natureza é tão importante:

1 – A brincadeira ao ar livre permite que a criança construa a noção da relação do seu corpo no espaço.

2 – Brincar ao ar livre de forma livre ou dirigida facilita a criança entender e explorar as potencialidades do seu corpo, o autoconhecimento e a se expressar.

3 – Correr, pular obstáculos, subir numa árvore, caminhar na areia da praia e tantas outras atividades incentivam e estimulam o desenvolvimento motor dos pequenos.

4 – Um passeio com os pais ou com a família ajuda a fortalecer vínculos.

5 – A troca de ambientes, o sair de casa e explorar o meio que nos cerca contribui para o alívio do stress e diminui a ansiedade.

As vantagens de se brincar muito!

Todo mundo sabe que a Calesita quer que as crianças brinquem, e muito! Brincar favorece o desenvolvimento físico, psíquico e cognitivo dos pequenos, da maneira mais natural e divertida que existe.

A criança utiliza todos os sentidos durante a brincadeira: audição, visão, tato, paladar, tato e olfato. A brincadeira entre pais e filhos, ou entre adultos e crianças é um dos momentos mais importantes para o estímulo de suas habilidades. Vale lembrar que a brincadeira independente de adultos também é importante e faz parte do desenvolvimento dos pequenos. No entanto, além de fortalecer laços e vínculo, brincar com a orientação de um adulto favorece o aprendizado.

Desde bebê, conversar com o pequeno ajuda no aprendizado da linguagem e expressão.

Brincadeiras que envolvem movimento do corpo vão estimular a motricidade, a coordenação motora grossa, de grandes articulações como joelhos e ombros, e a coordenação motora fina, como de mãos e dedos.

A brincadeira em conjunto com outras crianças, adultos, em casa ou ao ar livre estimula a socialização. Lidar com sentimentos de angústia, divisão da atenção e do espaço, dividir os brinquedos e entender o mundo a sua volta começa com o convívio com os outros.

Além dessas áreas do desenvolvimento, a brincadeira envolve imaginação, criatividade, resolução de problemas, compreensão de causa e efeito e muitas outras. Confira no nosso site todas as funções que os brinquedos e a brincadeira estimulam desde bem cedo nos pequenos!

A relação entre brincar ao ar livre e a obesidade


Um dos principais motivos do sedentarismo crescente de crianças que vivem em grandes cidades é a falta de oportunidade que estas têm para brincar fora de casa, ao ar livre. Claro que todos nós sabemos dos problemas relacionados à segurança nas zonas urbanas e que não é mais tão simples deixar os pequenos irem brincar na rua, como há 30, 40 anos atrás. Entretanto, isso resulta na epidemia de sedentarismo infantil que vivemos atualmente e que tem como principal consequência a obesidade: um problema seríssimo, que pode prejudicar o desenvolvimento saudável do pequeno.
Um estudo conduzido na Cidade do México em 2011 concluiu que o risco de obesidade infantil é reduzido em 10% para cada hora de atividade física de intensidade moderada praticada diariamente pela criança. Essa hora de exercícios pode muito bem ser substituída por 60 minutos jogando bola, correndo, brincando de pique-esconde ou num parquinho. A conclusão do estudo foi que crianças que brincam diariamente fora das paredes de sua casa ou apartamento tendem a ser mais magras do que aquelas que se divertem apenas com videogames ou a TV. Inclusive, o mesmo estudo concluiu que o número de horas que a criança passa diariamente na frente da TV está diretamente ligado ao aumento de peso. Cada hora diária de televisão aumenta em 12% o risco dos pequenos desenvolverem a obesidade.
Os autores do estudo também concluíram que a TV aumenta o risco de obesidade não só por desviar a criança das atividades físicas, como também por induzir à ingestão de alimentos altamente calóricos. Ademais, as constantes propagandas de doces e outros industrializados que são costumeiramente vinculadas na TV, principalmente nos canais infantis, também suscitam o interesse das crianças por experimentar e consumir mais desses alimentos.


Na verdade, brincar ao ar livre, longe da televisão, dos tablets, celulares e videogames deveria ser uma lição de casa diária para todos os pequenos. Chegando da escola ou antes do jantar, deixe o pequeno descer ao playground do prédio ou condomínio. Leve-o ao parquinho mais próximo para brincar no escorregador, balanço, gangorra. Se sua casa possui um quintal ou jardim, improvise um jogo de bola ou pique-esconde com seu filho. Aproveite os fins de semana para levá-lo a parques, não shoppings. Deixe-o convidar o vizinho para brincar junto, ter diariamente essa oportunidade de se exercitar, socializar, desenvolver sua imaginação e coordenação motora. A brincadeira não tem hora e tem que ser diária na vida de uma criança!

O cérebro e o brincar

Sabemos a importância do desenvolvimento intelectual e emocional dos nossos pequenos na primeira fase da vida, quando eles começam a construir a máquina engenhosa que é o cérebro. Para isso, podemos incentivá-los com atitudes básicas do nosso dia a dia como as brincadeiras.

Ao brincar eles desenvolvem diversas habilidades que vão precisar no futuro. O “faz de conta” é um exemplo. Nele seu baixinho experimenta papeis e aprende atitudes, como esperar e descobrir as possibilidades.

No aprendizado pela imitação, o pequeno também treina para a vida, tanto ao brincar de ser cozinheiro, quanto na hora de dar banho nas bonecas. As brincadeiras fazem com que surjam novas conexões cerebrais. E estudos indicam que, com isso, certas regiões do cérebro liberam a noradrenalina, uma substância que está relacionada diretamente à plasticidade, que é a capacidade do órgão de aprender.

Ou seja, não é apenas estudando que ele será mais inteligente. A brincadeira é fundamental para que o cérebro do pequeno atinja seu potencial completo.

Confira nessa sessão todos os brinquedos, e suas respectivas habilidades, desenvolvidos pensando no aprendizado dos baixinhos. Incentive a brincadeira!

Fonte: Revista Crescer

Meninos só gostam de bola?

Por Marly T. de Mello Oliveira - Psicopedagoga Institucional

Em casa os pais de um menino têm uma caixa cheia de carrinhos e de super-heróis.  E os pais das meninas conhecem todos os tipos de bonecas e roupinhas.

Mas na escola os professores notam que os meninos também gostam de brincar no salão de beleza de mentirinha com secador e escova, assim como gostam de brincar com panelinhas. E no recreio as meninas brigam para poder entrar no time de futebol.

Segundo o Dr. Marcelo Reibscheid, as áreas do lado direito do cérebro, ligadas às questões visuais, são desenvolvidas mais precocemente nos garotos. Por isso, eles utilizam os brinquedos como ferramenta, para montar, empilhar, organizar e usar conceitos lógicos. As meninas desenvolvem primeiro as áreas que envolvem linguagem e afetividade. Elas têm facilidade com relações pessoais e são atraídas por expressões faciais em bonecos.

Mas são os valores dos pais e o ambiente em que os filhos são criados é que determina a formação das escolhas. Então, se um menino começa a brincar de boneca, o pai fica preocupadíssimo, mas não deveria.

Nos últimos anos as mulheres invadiram o mundo do trabalho e há cada vez mais casos em que a mãe trabalha e o pai fica em casa cuidando dos filhos. E toda essa transformação na família, chegou às brincadeiras.

A psicóloga Regina Elai comenta que todas as brincadeiras, até aproximadamente os 6 anos de idade, são para ambos os sexos. É nessa fase que as crianças estão descobrindo o mundo através da brincadeira e como funciona o comportamento dos adultos. Por isso é natural que elas queiram se sentir no papel do sexo oposto algumas vezes.

Outras vezes, certas brincadeiras servem para apaziguar conflitos, o que faz a menina entrar nas brincadeiras com batalhas e lutas, simplesmente para apaziguar seu eventual nervosismo.

Assim, os brinquedos podem ser considerados unissex numa sociedade como a nossa, onde os pais desempenham papeis que antigamente eram exclusivamente femininos.

Portanto, estimular seu filho a brincar com vários tipos de brinquedos, dá a ele a chance de desenvolver habilidades que vão ser importantes para o futuro, desde a escolha da profissão até a aprender a lidar com pessoas.

 


Marly escreve para o blog todas as 4as feiras

As crianças ainda brincam?

Por Marly T. de Mello Oliveira - Psicopedagoga Institucional

 

Antigamente as crianças brincavam livremente pelas ruas, de bola, bicicleta, amarelinha, esconde-esconde. Seus melhores amigos eram os vizinhos e com eles formavam grandes turmas que só pensavam em se divertir.

Hoje, devido à falta de segurança e a correria dos pais, acabamos confinando as crianças nos apartamentos, rodeadas pela tecnologia que o mercado ou os pais oferecem, sem saber se estes apetrechos são ou não adequados para elas. Além disso, a tecnologia faz com que as crianças fiquem cada vez mais sozinhas e isoladas.

A educadora e antropóloga Adriana Friedmann pretende levantar a discussão sobre a importância do brincar no cotidiano infantil. Para ela, apenas com o aumento das pesquisas científicas que mostrem efetivamente o efeito das brincadeiras no desenvolvimento das crianças, será possível conscientizar uma parcela maior da sociedade.

Estudos recentes em diversas áreas do conhecimento mostraram que o brincar permite ao ser humano desenvolver-se física, mental, social e emocionalmente, além de favorecer o uso de símbolos e estabelecer representações mentais, tornando a nossa espécie superior às demais que habitam nosso planeta.

Também é possível com a brincadeira, observar como as crianças dominam tristezas e angústias, solucionam problemas, adquirem experiência, criam, descobrem e aprendem.

Porém, de nada adianta ser saudosista e pensar que as coisas podem ser como eram antes. A estudiosa Ceres Araujo nos dá a solução: que tal resgatarmos a criança que existe dentro de nós? Este resgate permite a volta do prazer e da alegria, a volta ao mundo da fantasia, tornando-nos mais flexíveis e inteligentes.

Então para o adulto, fazer reviver a criança interna e se dispor a brincar com seu filho com aquilo que pode ser interessante para os dois, adulto e criança, traz a oportunidade de uma interação enriquecedora para ambos.

Então, vamos brincar com nossos filhos, seja no mundo real ou no virtual: nunca mais vamos nos sentir sozinhos!

 


Marly escreve para o blog todas as 4as feiras