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Dicas para um sono melhor

O sono dos pequenos é uma das mais importantes tarefas das quais os pais estão encarregados. Por isso, quanto mais informações e dicas tivermos ao nosso dispor, melhor.

A seguir listamos algumas das mais importantes para facilitar essa tarefa às vezes tão difícil:

- Evite televisão, tablete, computador ou outros dispositivos eletrônicos pelo menos uma hora antes da hora de ir para a cama. O estímulo e a luz das telas desses aparelhos desaceleram o processo do sono.

- Crianças que se exercitam fisicamente através de atividades físicas como brincadeiras e esportes tendem a ter uma qualidade do sono superior aos que têm uma rotina mais sedentária.

- O ambiente faz toda a diferença. Tranquilidade, silêncio e pouca ou nenhuma iluminação são fundamentais.

- A rotina é importantíssima para a qualidade do sono do pequeno. Saber que tem hora para dormir e para levantar contribuem para a melhor adaptação do organismo.

- O jantar deve preferencialmente acontecer por volta de 2 horas antes da hora de dormir. Uma refeição leve e balanceada ajuda a evitar mal estar durante a noite e garante que os pequenos não tenham o sono interrompido por estarem com fome.

Problemas que a falta de sono pode causar

Sabemos, não é de hoje, que a falta de sono atrapalha o nosso desempenho durante o dia, afetando nossa concentração e nosso humor. Com as crianças não é diferente. Um estudo recente feito no Canadá confirmou que horas de sono abaixo da quantidade ideal interferem na atenção dos pequenos. Por estar relacionado com a produção de hormônios que regulam nosso humor, a falta de sono tem efeito emocional também. A regulação do humor fica comprometida quando a rotina da criança não acomoda um sono de qualidade, na quantidade adequada.

No que diz respeito ao corpo, o metabolismo da criança acontece em grande parte durante o sono. Portanto, a falta de sono pode alterar e desregular o metabolismo relacionado com o controle da diabetes, podendo contribuir com a obesidade infantil. Alguns estudos sugerem que um sono em quantidade inadequada pode também comprometer o sistema imunológico dos pequenos.
Confira aqui algumas dicas para um sono de qualidade para o bebê que sugerimos em outro post.

Dicas para um sono com mais qualidade para os pequenos

O ambiente em que o bebê dorme tem um papel importante na qualidade do sono do pequeno. Por isso é importante se atentar a pequenos detalhes que podem fazer toda diferença.

Selecionamos aqui alguns deles:

- mantenha o quarto sem luz acesa durante a noite, o ambiente escuro estimula a produção de melatonina, o hormônio do sono;

- diferencie o dia e a noite. Nas sonecas durante o dia, mantenha o quarto com iluminação natural;

- tente ao máximo manter uma rotina de sono, com horários para sonecas e para a hora de dormir;

- caso o bebê acorde ou resmungue durante a noite, tente fazê-lo voltar a dormir entendendo que ainda é hora de descansar;

- não ofereça chás calmantes a não ser que seja recomendado pelo pediatra. Os bebês podem consumir chás, como de camomila, a partir dos 6 meses.

As sonecas do dia e sua importância para os bebês

Desde que começam a ter uma regularidade maior do sono, os bebês passam a consolidar os soninhos do dia geralmente em dois períodos: um de manhã e outro à tarde. Isso normalmente acontece depois dos 3 meses de vida. O sono da noite é fundamental para a saúde e o organismo da criança. Pois as sonecas do dia são tão importantes quanto para o bebê se desenvolver de forma saudável.

Algumas das vantagens dos soninhos do dia são: diminuição da ansiedade, da irritação, desenvolvimento da memória, aumento da disposição, ajuda a relaxar e até melhora o apetite.

Por volta dos 2 anos de idade, o sono passa a ser à tarde. E ainda assim é importante e necessário para a criança.

O tempo da soneca não precisa ser maior que 1 hora nessa fase. Mas vale respeitar o tempo de cada criança. Vale ressaltar que os cochilos do dia são diferentes da noite de sono e é importante que isso esteja claro pros pequenos também. Não é preciso pijama, o ambiente pode ficar à meia-luz, e nem precisa ser no berço. A mesma rotina para a hora da soneca todos os dias também ajudam a acalmar e fazer a transição da brincadeira para o descanso. Ler um livro, por exemplo antes de dormir pode fazer parte do ritual. No final de semana, a rotina continua.

Quantas horas por dia o bebê deve dormir?

Quanto mais novos, mais horas de sonos os pequenos precisam todos os dias. O sono é fundamental para a saúde e o crescimento das crianças, desde o seu nascimento. Com mais intervalos quando são recém-nascidos e mais concentrados conforme vão crescendo, as horas de sono são importantes para diversas funções do organismo dos baixinhos. A memória processa as informações recebidas enquanto a criança estava acordada, o hormônio do crescimento é produzido, o sistema digestivo absorve os nutrientes, e muito mais.
De acordo com a Fundação Nacional do Sono, nos EUA, as horas adequadas para cada idade são as seguintes:

Pode haver pequenas variações para mais ou para menos, já que cada indivíduo é diferente. Porém, essas variações não devem passar de 2 horas.
Preste atenção na quantidade de tempo que seu filho passa dormindo e procure estabelecer uma rotina agradável para ele e que seja saudável para seu desenvolvimento. Pode levar algum tempo mas os resultados são compensadores.

Crises durante o crescimento dos bebês. Entenda mais!

Até cerca de 1 ano de idade, os bebês podem atravessar algumas crises de crescimento. A transição do período intrauterino para a vida nova leva algum tempo e a relação entre bebê e mãe é extremamente relacionada com a adaptação do pequeno.
Nos primeiros 3 meses de vida, também conhecido como período simbiótico, o bebê começa a entender que ele e a mãe não são uma pessoa só. E começa a enxergar a mãe como “outro”, e entender que para ter o que precisa é necessário chamá-la. A crise nessa fase pode acontecer quando, instintivamente, o bebê sente que esse “outro” pode não escutá-lo ou ir embora. Desconforto, choros durante a noite, agitação sem motivo, mudanças no sono são sinais comuns de que o pequeno está passando por essa crise. E ela pode durar até 15 dias.
O que fazer?
O importante é manter a calma e evitar ansiedade desnecessária por parte dos pais. Entender o motivo ajuda neste sentido. É importante lembrar que o bebê precisa passar por essa crise e que ela faz parte do crescimento.

Por volta dos 6 meses, o bebê conhece e reconhece a mãe, e agora começa a identificar mais uma figura: a do pai. Aí se inicia a formação do triângulo familiar, e também de mais uma crise. Nesta fase, é comum haver distúrbios do sono e diminuição do apetite. Durante esse período, o relacionamento entre pai, mãe e bebê começa a ser mais dividido em 3 e não mais em 2, como antes. As mães podem levar um tempo para se adaptar também.

Um pouco mais tarde, a crise da separação começa a apresentar os primeiros sinais. Sono conturbado, choros assustados durante a noite sem explicação, que podem durar cerca de 4 a 5 semanas. A criança fantasia que quando a mãe sai do seu campo de visão, seja durante o dia ou à noite, ela pode nunca mais voltar. Introduzir um objeto de transição nesse momento é válido e ele pode ajudar bastante.

Com 1 ano, a crise de ambivalência entre dependência e independência pode ser difícil de ser entendida pelo bebê. Ele quer ser independente e já começa a andar, mas também precisa de colo. Com paciência e carinho, os pais podem proporcionar o estímulo para que a criança comece a andar e explorar o mundo e dar conforto, carinho e segurança ao mesmo tempo.