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Como o afeto dos pais constrói a autoestima da criança


Todo pai e toda mãe quer criar um filho que ame a si mesmo, mas que também seja capaz de reconhecer seus erros e defeitos. O ideal é sempre buscar o equilíbrio entre entender qual o seu real valor, ao mesmo tempo em que seja capaz de enxergar o outro e o valor que também lhe cabe. Na infância, a forma como os pais incitam ou não a capacidade de seus filhos em olharem e atribuírem valor para si mesmos pode afetar fortemente na formação de sua personalidade. Como os pais lidam e tratam a criança e como eles mesmos se portam em frente a ela são fatores que afetam demais o adulto que ela irá se tornar.


Como pais, sempre procuramos fazer com que nossos filhos estejam seguros, saudáveis e felizes. Todavia, é também importante que façamos com que eles se sintam confiantes e capazes de reconhecer suas capacidades e qualidades. Ser um pai ou mãe afetuoso, que abraça, beija e mantém uma proximidade afetiva de seus filhos é um dos fatores mais importantes entre aqueles que contribuem para a construção do amor próprio da criança, pois significa demonstrar seu amor parental além das palavras, além do efeito abstrato que falar “eu te amo” produz. A proximidade afetiva trazida pela demonstração corpórea ou prática de amar é talvez o fator mais relevante para estimular a autoestima de seu filho.


Assim, a rotina diária de colocá-lo para dormir ou o fato de sempre andarem de mãos dadas juntos na rua, beijos, abraços, brincadeiras, cócegas são formas de “eu te amo” cotidianas, que constroem não só uma parceria para vida, mas também uma base sólida de inteligência afetiva que sustentará toda a trajetória de seu filho. Crianças enxergam seus pais como imagens que devem espelhar. E esses reflexos deixados em suas cabecinhas permanecem por um longo tempo como modelos de conduta.

Vencendo a timidez na infância


Quando bebês, nossos filhos são como pacotinhos de alegria, entusiasmados em conhecer e descobrir mais sobre o mundo ao qual acabaram de chegar. Algumas vezes, enquanto ainda são pequeninos, podemos perceber certos traços de introversão. Mas somente mais grandinhos, lá pelos dois anos de idade é que podemos ter certeza se sua personalidade é mesmo de um introvertido ou de um extrovertido. Simplificando, introvertidos são aqueles indivíduos que são mais afetados por seu meio interno do que pelo externo, ao contrário dos extrovertidos, pessoas expansivas que mantém seu foco nas condições e pessoas do ambiente exterior onde estão.


Os introvertidos tendem a ser mais calados e tímidos. Eles não querem ser o centro das atenções, querem ficar mais quietinhos ali no canto e lidam melhor com pequenos grupos de conversa. Não desejam se destacar no meio de um grupo e falar com ele. Querem escutar cada pessoa desse grupo e, aos poucos, ir conhecendo-o. Aparentemente, nossa sociedade parece nos exigir que sejamos extrovertidos, saibamos nos destacar dentro de um grupo e o liderar. Mas não é bem assim. Cada vez mais percebe-se as vantagens de líderes introvertidos que, com menos palavras, podem ser tanto ou até mais eficazes do que extrovertidos.


De qualquer maneira, mesmo na infância, uma timidez excessiva não ajuda ninguém. Aquela vergonha do pequeno em ir a uma festinha, pedir ajuda à professora ou conversar com os coleguinhas de escola. A timidez não é culpa da criança, é só um traço de sua personalidade que pode ser atenuado ou superado. Ela provavelmente não deixará de ser introvertida, mas saberá como lidar com a timidez, respeitando os limites de sua introversão, adquirindo mais confiança e tornando-se mais sociável.


Empatia: o primeiro passo a ser tomado pelos pais é demonstrarem empatia pela timidez da criança. Empatia e não simpatia. Simpatizar com a timidez acabará tornando-o ainda mais tímido e submisso. Mas empatia significa entender a dificuldade de seu filho e, junto com ele, tentar superá-la. Ajude-o a aumentar sua autoestima encorajando-o a fazer aquilo que lhe é dificultoso. Sempre reconheça suas superações e conquistas.


Autoestima: para fortalecer a autoestima de seu filho, você precisa ajudá-lo a descobrir seus pontos fortes. Quando ele se perceber como um indivíduo cheio de qualidades, será capaz de construir sua identidade de maneira positiva, o que ajuda a atenuar a timidez. Para toda criança há uma atividade em que ela se sente confortável e que a faz se sentir bem. Descubram juntos qual é e estimule-o a praticá-la com frequência. Ver materializado nos resultados de um esporte, de uma pintura ou de um instrumento musical o seu talento ajuda a criança a se descobrir e a se gostar mais.


Encoraje a interação: quando a criança tem maior noção sobre quem é e quais são suas qualidades, a interação social fica mais fácil. É importante que ela comece interagindo com crianças de sua faixa etária, que possuam o mesmo grau de desenvolvimento e interesses. Como primeira experiência, convide os amiguinhos da escola para uma tarde de brincadeiras em casa, assim seu filho se sentirá mais confortável. Depois disso, ir à casa dos outros ou a ambientes estranhos com os mesmos colegas se tornará mais fácil.


E não se esqueça: tente não rotular seu filho como “o tímido”, ou “o mais quietinho”, isso acaba diminuindo sua autoconfiança e torna mais difícil vencer a timidez. Sempre o encoraje a socializar e ser ele mesmo em meio aos outros.

Ajudando seu filho a lidar com emoções


Todo mundo que é pai ou mãe já se perguntou: por que seus filhos não param de repetir certos comportamentos mesmo depois de severas chamadas de atenção e até broncas? Por que não para de provocar a irmã mais nova? Por que teima em não fazer a lição de casa, mesmo sabendo que pode levar um castigo por isso? Nessas horas, a questão que realmente fica: será que não ando dando limites o suficiente para o pequeno? Será que devo ser mais firme com relação a esses limites e as consequências de não os respeitar?


Bom, na verdade, muitas vezes os limites e consequências estão claros o suficiente, mas a criança está um tanto atracada ao sentimento em questão: provocar a irmãzinha ou teimar que não quer ou não gosta de fazer lição de casa. Isso parece um comportamento estranho, mas pense quantas vezes nós mesmos, adultos, não ficamos aprisionados a um comportamento ruim até sermos capazes de lidar melhor com ele ou neutralizá-lo. Então, obviamente isso também acontece com as crianças e num nível mais básico de aprendizado.


Há um consenso entre os psicólogos especializados em crianças: a habilidade infantil de lidar e regular emoções — expressando-as de uma maneira construtiva e não nociva e impulsiva — é um fator decisivo para a saúde mental da criança e a forma como se formará na idade adulta.


O controle das próprias emoções faz com que a criança tenha melhoras em todas as áreas de sua vida: faz com que se concentrem mais, sejam perseverantes e se deem melhor na escola. São mais capazes de resolver conflitos com outros coleguinhas e possuem um nível menor de estresse psicológico. São mais bem-comportadas e capazes de colocarem-se no lugar do outro. Quando os pais ajudam e ensinam seus filhos a regularem suas emoções estão, na verdade, também os ajudando a construir o seu temperamento. É preciso ensinar a criança a sempre que precisar falar de um problema, que faça isso com calma e serenidade.


Mas saber regular as próprias emoções é muito mais do que lidar com o estresse ou raiva, é ser capaz de lidar positivamente com seus sentimentos. Nós queremos que nossos filhos tenham suas emoções, mas que não se deixem arrebatar por elas. Queremos que eles se sintam desmotivados, mas não ao ponto de desistir; queremos que sintam ansiedade, mas não ao ponto de ficar o dia inteiro debaixo das cobertas; queremos que sintam entusiasmo, mas não ao ponto de deixarem-se levar irracionalmente por isso.


Por isso, o aprendizado durante a infância de como lidar com as próprias emoções é tão importante. Uma criança que se sente segura de que sempre será ouvida por seus pais sobre seus problemas tende a deixar-se levar menos pelas próprias emoções, justamente por saberem que há um porto seguro para ampará-las. Quando uma criança sabe que seus sentimentos serão ouvidos e compreendidos, eles se tornam menos urgentes para ela, levando-a a controlá-los com mais equilíbrio. Por isso, o papel dos pais nesse diálogo de empatia e educação com seus filhos é tão importante. Para torná-los um adulto mais pleno e consciente de si.

7 dúvidas sobre o cabelo dos bebês


Por que alguns bebês nascem carequinhas e outros cheios de cabelo? A resposta é óbvia e certeira: a genética. O cabelo com que o bebê nasce normalmente cai até os 6 meses de idade e, muitas vezes, o cabelo que cresce em seguida é bastante diferente. Alguns bebês permanecem carequinhas até mais ou menos 1 ano e meio a 2 anos de idade. Essa variação sobre a cabeleira dos pequenininhos gera algumas dúvidas comuns, principalmente entre os pais de primeira viagem. Separamos 7 delas para esclarecer:


1. Por que os bebês perdem o cabelo com que nascem?
Todos os bebês perdem cabelo, ainda que varie a idade em que isso ocorre. A causa disso não é sabida, mas suspeita-se que esteja relacionada a variações hormonais. Você pode esperar que o novo cabelo do bebê cresça lá pelos 9 a 12 meses. Bebês carecas depois dos 12 meses de idade não são tão comuns, mas ainda normais.


2. O que causa as falhas de cabelo dos bebês?
Se as falhas de cabelo do seu bebê têm aumentado, isso pode ser consequência da posição em que ele dorme e permanece deitado durante o dia. Tente variar a posição da cabeça e deixe-o menos deitado para evitar as falhas capilares.


3. A cor do cabelo do bebê muda?
Normalmente, o cabelo do bebê é mais fino, claro e ondulado. Só depois dos 2 a 3 anos de idade que o cabelo começa a engrossar e escurecer.


4. Qual o jeito mais fácil de lavar o cabelo dos bebês?
O jeito mais fácil é distrair o bebê e deixá-lo brincar com alguma coisa enquanto você ensaboa e enxagua seu cabelo, sempre evitando que o cosmético ou a água entre em contato direto com seus olhos.


5. Qual o melhor shampoo para o bebê? Também se deve usar condicionador?
São indicados shampoos especiais para crianças, que não irritam os olhos. Você também pode optar por produtos que levem ingredientes naturais. O uso de um condicionador destinado às crianças é algo positivo, pois ajuda a desembaraçar e pentear melhor os cabelos.


6. Por que os bebês às vezes possuem cabelo nas orelhas e ombros?
O cabelinho ou penugem que os bebês mais novinhos possuem nessas partes do corpo se chama lanugo. É uma penugem fina e sem pigmentação que o protege e aquece durante os últimos meses de gestação e, normalmente, caem antes do nascimento. No entanto, alguns recém-nascidos possuem lanugo e perdem em dias ou semanas.


7. Raspar o cabelo do bebê faz com que cresça mais forte?
Na verdade, não há nenhuma prova científica de que raspar o cabelo do bebê faça com que ele cresça mais forte. É só uma daquelas crenças populares. O que pode dar essa impressão é o fato de o cabelo raspado ou aparado parece mais forte e bonito, uma vez que foram retiradas suas pontas, que normalmente estão mais secas e velhas do que o restante do fio.


E para cortar o cabelo do bebê não precisa de autorização médica nem muito segredo. Quando você perceber que os fios estão muito longos e as pontas sem vida, é só apará-las.

A memória das crianças

Se pararmos para pensar como a nossa memória funciona, parece até engraçado. Às vezes, temos a maior dificuldade de decorar a senha nova do banco ou o CEP de casa, mas coisas inúteis, como uma musiquinha irritante de comercial da TV, são facilmente lembradas. A impressão que temos é de que nós esquecemos muito mais coisas do que retemos. No entanto, a ciência garante que nosso cérebro aprende muito mais do que esquece, pois permanece continuamente categorizando novas informações, que levam a lembrar-nos das antigas, conectando estas às novas.

Nosso cérebro está sempre buscando estabelecer padrões de informação, uma maneira de sistematizar os novos conhecimentos de forma que possam estabelecer ligações com os já armazenados e, muitas vezes, aparentemente esquecidos. Cada vez que uma conexão entre o novo e o antigo conhecimento é feita, a tendência é de que ela se fortaleça e, assim, aquela memória a longo prazo torna-se mais acessível.

Quando lidamos com crianças, vemos que sua memória de curto prazo parece muito mais poderosa do que a dos adultos. Isso é verdade: o cérebro infantil ainda está aprendendo a sumarizar seus novos conhecimentos e somente com a idade que passa a guardar o essencial das novas informações: as memórias a longo prazo. Assim, exercitar a memória durante a infância potencializará suas capacidades de armazenamento e estabelecimento de padrões de informação para a vida adulta.

Brincadeiras clássicas como jogo da memória, jogo dos sete erros ou quebra-cabeças auxiliam nesse aprendizado do cérebro de estabelecer novas conexões com conhecimentos já apreendidos. Exercícios de pergunta e resposta, palavras cruzadas e memorização de poemas ou músicas auxiliam no processo de sumarização das novas informações. Muitas atividades e joguinhos disponíveis em tablets e celulares tem como objetivo potencializar esse tipo de aquisição. Estimule seu filho a treinar a memória todos os dias: assim, ele provavelmente irá se lembrar e lhe agradecerá por isso no futuro.

5 comportamentos infantis que fazem parte do crescimento

Às vezes as crianças aprontam umas que parece até que elas não estão pensando no que fazem, não é mesmo? E isso não passa da mais pura verdade. Existem algumas gafes de comportamento infantil que não são necessariamente propositais, mas resultado do amadurecimento parcial de seu cérebro. O sistema límbico, parte interior do órgão e responsável pelos impulsos, emoções e prazer amadurece mais rápido do que o córtex pré-frontal, responsável pelo pensamento e pela lógica de causa e consequência. Em outras palavras, alguns mau-comportamentos das crianças não são necessariamente premeditados, uma vez que elas “não estão pensando” nem antecipando as possíveis consequências de suas escolhas.

1. Falta de coordenação motora: os neurônios responsáveis pela coordenação motora grossa e fina das crianças não estão plenamente desenvolvidos. Elas aprendem a sentar-se com 6 meses, a engatinhar com 9, andar com 12 e por aí vai. A inabilidade motora é o normal dos pequenos, por isso são tão importantes brincadeiras e atividades que os estimulem nesse aspecto.

2. Egoísmo: as crianças começam se autoconhecendo e demora um pouco para elas descobrirem os outros. Antes de chegarem à pré-adolescência, naturalmente, passam a ser mais sensíveis nesse aspecto. Os pais podem ajudá-las no processo, mas não adianta esperar que tenham uma compreensão de gente grande sobre o conceito de compartilhar quando ainda são muito novinhas.

3. Falta de flexibilidade: até os 5 anos, os pequenos estão formando as conexões entre seus neurônios e a repetição que faz com que elas se tornem mais fortes. Um pouco mais tarde, um padrão de causa e consequência já internalizado faz com que eles se sintam no controle das situações. Por isso que, geralmente, as crianças adoram assistir sempre ao mesmo filme ou ouvir à mesma história e, definitivamente, precisam de uma rotina. Mudanças podem causar ansiedade. Isso permanece até mais ou menos os 9 ou 10 anos de idade.

4. Impaciência: a paciência precisa de um longo tempo para ser desenvolvida. Claro que genética e estímulos externos auxiliam na construção dessa habilidade. Tolerância à frustração, controle de impulsos, antecipação de consequências e juízo — todos sentimentos irmãos da paciência — variam consideravelmente de criança para criança e não adianta esperar que se desenvolvam naturalmente, é preciso bastante estímulo. Então, criar oportunidades para que as crianças pratiquem sua paciência, e sejam recompensadas por isso, pode acelerar o processo de aprendizado.

5. Malcriações: às vezes, os pequenos não gostam do que veem ou do que têm que fazer e respondem cheios de atitude, o que parece desrespeitoso. No entanto, isso faz parte do processo de regulação de seus sentimentos de frustração e raiva. O melhor jeito de lidar com essas situações é lhes encorajando a reafirmar o que sentem de maneira mais aceitável e serena. Só fazer com que peçam desculpas não basta, é preciso que aprendam a externar seus sentimentos de maneira mais leve e respeitosa.