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Os 3 excessos presentes na infância moderna


Diferente do tempo de nossos avós ou até mesmo de nossos pais, atualmente as crianças contam com uma infinidade de opções, escolhas e de informações que mudam e se renovam cada vez mais rápido. Também, a quantidade de desejos por coisas e a insistência dos pais em sempre mantê-las ocupadas pode prejudicar seu desenvolvimento psicológico fazendo com que, parcialmente, vivam sua infância sem a possibilidade de realmente serem crianças e aproveitarem essa fase de maneira benéfica.


Por exemplo, os excessos de atividades extracurriculares normalmente estabelecidas pelos pais como pontos positivos para seu desenvolvimento futuro acabam tornando-as pequenos adultos em treinamento, desperdiçando um tempo precioso que deveria ser disponível para que brincassem livremente e estimulassem o desenvolvimento de sua imaginação e criatividade, fazendo com que se relacionassem de maneira saudável com o mundo a sua volta.


Pode-se dizer que são principalmente três os principais excessos particulares à infância de uma criança capazes de prejudicá-la:

  1. Excesso de coisas: a necessidade que se instaura pela quantidade de presentes que ela normalmente ganha, a vontade que nunca passa despercebida, por exemplo, dentro do supermercado quando vê aquele doce colorido que lhe chama atenção ou, na escolha do material escolar, em que a capa de caderno de determinado personagem sobressai-se à função mesma de um simples caderno. Todos esses desejos superficiais criados em grande parte pela publicidade voltada às crianças devem ser monitorados e repensados pelos pais na hora de comprar qualquer item a seus filhos ou de ceder a seus desejos que, do ponto de vista prático, podem ser considerados supérfluos. É preciso ensinar as crianças a valorizarem o que possuem e o que podem ter, não apenas o vazio daquilo que é desejado.

  2. Excesso de opções: mais uma vez, um excesso intimamente ligado ao desejo incitado pelo excesso de coisas formuladas e pensadas exatamente para criar desejo no público infantil. Talvez, seja melhor não levar a criança junto no momento da compra do material escolar ou esclarecer a elas, antes de uma ida ao supermercado ou shopping, que só determinado brinquedo ou vontade poderá ser realizado naquele momento, estabelecendo limites prévios a qualquer possível pedido.

  3. Excesso de informações: a ideia de que a infância se tornou um tempo de pré-formação para um adulto mais competente e que obtenha sucesso no futuro acaba tirando dessa época tão importante o seu sentido primeiro: o da descoberta do mundo através dos próprios olhos da criança e de sua interação lúdica com o meio, principalmente através da brincadeira. Uma criança precisa de muito pouco para passar a entender os significados do meio em que vive e de seus relacionamentos com o outro. A brincadeira é o meio mais eficaz para isso, é uma imitação de mundo mágico que estimula a criatividade e internaliza sentimentos e conceitos importantíssimos para o seu crescimento e desenvolvimento psicológico saudável. A brincadeira deve também ser vista como uma forma de aprendizado tão ou mais importante quanto um curso de inglês, o aprendizado de um instrumento musical ou a prática de um esporte.

Portanto e principalmente: o pequeno precisa de tempo para brincar e explorar o mundo à sua maneira, ou seja, ser propriamente uma criança vivendo sua infância.

Como a jardinagem estimula o aprendizado das crianças


A jardinagem é uma atividade educativa e lúdica muito indicada para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Também ajuda no aprendizado de conhecimentos básicos sobre ciência e biologia. O processo de ver uma planta crescendo incita nas crianças questões como “por que as plantas precisam de Sol? ”, “como elas ‘bebem’ água? ”, “por que as minhocas fazem bem para as plantas? ”. Depois, é possível também causar indagações sobre a composição do solo e a fotossíntese.


O crescimento da planta na medida do tempo também pode ajudar as crianças a desenvolver seus conhecimentos matemáticos: a cada semana, o quanto a planta se desenvolve em centímetros, quantas flores um broto ou semente pode desenvolver, como seu caule vai se dividindo em mais caules e assim por diante.


Cuidar do desenvolvimento de uma planta desde seu broto ou semente também contribui para elevar a disciplina da criança. É como se ela tivesse um serzinho que depende dela para crescer e tornar-se forte. Uma forma de valorizar e encarregar-se de uma vida que surge e permanece diante de seus próprios cuidados.


Outra maneira de potencializar a experiência da jardinagem para os pequenos é fornecendo-lhes livros sobre o assunto. Existem vários títulos infantis disponíveis para esse aprendizado. Também, uma boa ideia é tirar semanalmente uma foto da planta e compará-las depois em conjunto, para que a criança tenha uma visão macro de como se dá o início e o desenvolvimento de uma vida.


Não importa se você mora em apartamento ou se não tem espaço suficiente para um belo jardim. Um ou dois vasinhos já podem despertar todos esses conhecimentos e sentimentos nos pequenos. Basta um cantinho arejado e que bata Sol durante um período do dia. O melhor é pesquisar o tipo de planta mais adequado para o espaço que você dispõe em sua casa. A jardinagem é uma atividade que desperta nas crianças o sentimento de proteger o meio ambiente, algo urgente para nosso planeta e para garantir o futuro saudável das próximas gerações.

Como o afeto dos pais constrói a autoestima da criança


Todo pai e toda mãe quer criar um filho que ame a si mesmo, mas que também seja capaz de reconhecer seus erros e defeitos. O ideal é sempre buscar o equilíbrio entre entender qual o seu real valor, ao mesmo tempo em que seja capaz de enxergar o outro e o valor que também lhe cabe. Na infância, a forma como os pais incitam ou não a capacidade de seus filhos em olharem e atribuírem valor para si mesmos pode afetar fortemente na formação de sua personalidade. Como os pais lidam e tratam a criança e como eles mesmos se portam em frente a ela são fatores que afetam demais o adulto que ela irá se tornar.


Como pais, sempre procuramos fazer com que nossos filhos estejam seguros, saudáveis e felizes. Todavia, é também importante que façamos com que eles se sintam confiantes e capazes de reconhecer suas capacidades e qualidades. Ser um pai ou mãe afetuoso, que abraça, beija e mantém uma proximidade afetiva de seus filhos é um dos fatores mais importantes entre aqueles que contribuem para a construção do amor próprio da criança, pois significa demonstrar seu amor parental além das palavras, além do efeito abstrato que falar “eu te amo” produz. A proximidade afetiva trazida pela demonstração corpórea ou prática de amar é talvez o fator mais relevante para estimular a autoestima de seu filho.


Assim, a rotina diária de colocá-lo para dormir ou o fato de sempre andarem de mãos dadas juntos na rua, beijos, abraços, brincadeiras, cócegas são formas de “eu te amo” cotidianas, que constroem não só uma parceria para vida, mas também uma base sólida de inteligência afetiva que sustentará toda a trajetória de seu filho. Crianças enxergam seus pais como imagens que devem espelhar. E esses reflexos deixados em suas cabecinhas permanecem por um longo tempo como modelos de conduta.

Vencendo a timidez na infância


Quando bebês, nossos filhos são como pacotinhos de alegria, entusiasmados em conhecer e descobrir mais sobre o mundo ao qual acabaram de chegar. Algumas vezes, enquanto ainda são pequeninos, podemos perceber certos traços de introversão. Mas somente mais grandinhos, lá pelos dois anos de idade é que podemos ter certeza se sua personalidade é mesmo de um introvertido ou de um extrovertido. Simplificando, introvertidos são aqueles indivíduos que são mais afetados por seu meio interno do que pelo externo, ao contrário dos extrovertidos, pessoas expansivas que mantém seu foco nas condições e pessoas do ambiente exterior onde estão.


Os introvertidos tendem a ser mais calados e tímidos. Eles não querem ser o centro das atenções, querem ficar mais quietinhos ali no canto e lidam melhor com pequenos grupos de conversa. Não desejam se destacar no meio de um grupo e falar com ele. Querem escutar cada pessoa desse grupo e, aos poucos, ir conhecendo-o. Aparentemente, nossa sociedade parece nos exigir que sejamos extrovertidos, saibamos nos destacar dentro de um grupo e o liderar. Mas não é bem assim. Cada vez mais percebe-se as vantagens de líderes introvertidos que, com menos palavras, podem ser tanto ou até mais eficazes do que extrovertidos.


De qualquer maneira, mesmo na infância, uma timidez excessiva não ajuda ninguém. Aquela vergonha do pequeno em ir a uma festinha, pedir ajuda à professora ou conversar com os coleguinhas de escola. A timidez não é culpa da criança, é só um traço de sua personalidade que pode ser atenuado ou superado. Ela provavelmente não deixará de ser introvertida, mas saberá como lidar com a timidez, respeitando os limites de sua introversão, adquirindo mais confiança e tornando-se mais sociável.


Empatia: o primeiro passo a ser tomado pelos pais é demonstrarem empatia pela timidez da criança. Empatia e não simpatia. Simpatizar com a timidez acabará tornando-o ainda mais tímido e submisso. Mas empatia significa entender a dificuldade de seu filho e, junto com ele, tentar superá-la. Ajude-o a aumentar sua autoestima encorajando-o a fazer aquilo que lhe é dificultoso. Sempre reconheça suas superações e conquistas.


Autoestima: para fortalecer a autoestima de seu filho, você precisa ajudá-lo a descobrir seus pontos fortes. Quando ele se perceber como um indivíduo cheio de qualidades, será capaz de construir sua identidade de maneira positiva, o que ajuda a atenuar a timidez. Para toda criança há uma atividade em que ela se sente confortável e que a faz se sentir bem. Descubram juntos qual é e estimule-o a praticá-la com frequência. Ver materializado nos resultados de um esporte, de uma pintura ou de um instrumento musical o seu talento ajuda a criança a se descobrir e a se gostar mais.


Encoraje a interação: quando a criança tem maior noção sobre quem é e quais são suas qualidades, a interação social fica mais fácil. É importante que ela comece interagindo com crianças de sua faixa etária, que possuam o mesmo grau de desenvolvimento e interesses. Como primeira experiência, convide os amiguinhos da escola para uma tarde de brincadeiras em casa, assim seu filho se sentirá mais confortável. Depois disso, ir à casa dos outros ou a ambientes estranhos com os mesmos colegas se tornará mais fácil.


E não se esqueça: tente não rotular seu filho como “o tímido”, ou “o mais quietinho”, isso acaba diminuindo sua autoconfiança e torna mais difícil vencer a timidez. Sempre o encoraje a socializar e ser ele mesmo em meio aos outros.

Ajudando seu filho a lidar com emoções


Todo mundo que é pai ou mãe já se perguntou: por que seus filhos não param de repetir certos comportamentos mesmo depois de severas chamadas de atenção e até broncas? Por que não para de provocar a irmã mais nova? Por que teima em não fazer a lição de casa, mesmo sabendo que pode levar um castigo por isso? Nessas horas, a questão que realmente fica: será que não ando dando limites o suficiente para o pequeno? Será que devo ser mais firme com relação a esses limites e as consequências de não os respeitar?


Bom, na verdade, muitas vezes os limites e consequências estão claros o suficiente, mas a criança está um tanto atracada ao sentimento em questão: provocar a irmãzinha ou teimar que não quer ou não gosta de fazer lição de casa. Isso parece um comportamento estranho, mas pense quantas vezes nós mesmos, adultos, não ficamos aprisionados a um comportamento ruim até sermos capazes de lidar melhor com ele ou neutralizá-lo. Então, obviamente isso também acontece com as crianças e num nível mais básico de aprendizado.


Há um consenso entre os psicólogos especializados em crianças: a habilidade infantil de lidar e regular emoções — expressando-as de uma maneira construtiva e não nociva e impulsiva — é um fator decisivo para a saúde mental da criança e a forma como se formará na idade adulta.


O controle das próprias emoções faz com que a criança tenha melhoras em todas as áreas de sua vida: faz com que se concentrem mais, sejam perseverantes e se deem melhor na escola. São mais capazes de resolver conflitos com outros coleguinhas e possuem um nível menor de estresse psicológico. São mais bem-comportadas e capazes de colocarem-se no lugar do outro. Quando os pais ajudam e ensinam seus filhos a regularem suas emoções estão, na verdade, também os ajudando a construir o seu temperamento. É preciso ensinar a criança a sempre que precisar falar de um problema, que faça isso com calma e serenidade.


Mas saber regular as próprias emoções é muito mais do que lidar com o estresse ou raiva, é ser capaz de lidar positivamente com seus sentimentos. Nós queremos que nossos filhos tenham suas emoções, mas que não se deixem arrebatar por elas. Queremos que eles se sintam desmotivados, mas não ao ponto de desistir; queremos que sintam ansiedade, mas não ao ponto de ficar o dia inteiro debaixo das cobertas; queremos que sintam entusiasmo, mas não ao ponto de deixarem-se levar irracionalmente por isso.


Por isso, o aprendizado durante a infância de como lidar com as próprias emoções é tão importante. Uma criança que se sente segura de que sempre será ouvida por seus pais sobre seus problemas tende a deixar-se levar menos pelas próprias emoções, justamente por saberem que há um porto seguro para ampará-las. Quando uma criança sabe que seus sentimentos serão ouvidos e compreendidos, eles se tornam menos urgentes para ela, levando-a a controlá-los com mais equilíbrio. Por isso, o papel dos pais nesse diálogo de empatia e educação com seus filhos é tão importante. Para torná-los um adulto mais pleno e consciente de si.

7 dúvidas sobre o cabelo dos bebês


Por que alguns bebês nascem carequinhas e outros cheios de cabelo? A resposta é óbvia e certeira: a genética. O cabelo com que o bebê nasce normalmente cai até os 6 meses de idade e, muitas vezes, o cabelo que cresce em seguida é bastante diferente. Alguns bebês permanecem carequinhas até mais ou menos 1 ano e meio a 2 anos de idade. Essa variação sobre a cabeleira dos pequenininhos gera algumas dúvidas comuns, principalmente entre os pais de primeira viagem. Separamos 7 delas para esclarecer:


1. Por que os bebês perdem o cabelo com que nascem?
Todos os bebês perdem cabelo, ainda que varie a idade em que isso ocorre. A causa disso não é sabida, mas suspeita-se que esteja relacionada a variações hormonais. Você pode esperar que o novo cabelo do bebê cresça lá pelos 9 a 12 meses. Bebês carecas depois dos 12 meses de idade não são tão comuns, mas ainda normais.


2. O que causa as falhas de cabelo dos bebês?
Se as falhas de cabelo do seu bebê têm aumentado, isso pode ser consequência da posição em que ele dorme e permanece deitado durante o dia. Tente variar a posição da cabeça e deixe-o menos deitado para evitar as falhas capilares.


3. A cor do cabelo do bebê muda?
Normalmente, o cabelo do bebê é mais fino, claro e ondulado. Só depois dos 2 a 3 anos de idade que o cabelo começa a engrossar e escurecer.


4. Qual o jeito mais fácil de lavar o cabelo dos bebês?
O jeito mais fácil é distrair o bebê e deixá-lo brincar com alguma coisa enquanto você ensaboa e enxagua seu cabelo, sempre evitando que o cosmético ou a água entre em contato direto com seus olhos.


5. Qual o melhor shampoo para o bebê? Também se deve usar condicionador?
São indicados shampoos especiais para crianças, que não irritam os olhos. Você também pode optar por produtos que levem ingredientes naturais. O uso de um condicionador destinado às crianças é algo positivo, pois ajuda a desembaraçar e pentear melhor os cabelos.


6. Por que os bebês às vezes possuem cabelo nas orelhas e ombros?
O cabelinho ou penugem que os bebês mais novinhos possuem nessas partes do corpo se chama lanugo. É uma penugem fina e sem pigmentação que o protege e aquece durante os últimos meses de gestação e, normalmente, caem antes do nascimento. No entanto, alguns recém-nascidos possuem lanugo e perdem em dias ou semanas.


7. Raspar o cabelo do bebê faz com que cresça mais forte?
Na verdade, não há nenhuma prova científica de que raspar o cabelo do bebê faça com que ele cresça mais forte. É só uma daquelas crenças populares. O que pode dar essa impressão é o fato de o cabelo raspado ou aparado parece mais forte e bonito, uma vez que foram retiradas suas pontas, que normalmente estão mais secas e velhas do que o restante do fio.


E para cortar o cabelo do bebê não precisa de autorização médica nem muito segredo. Quando você perceber que os fios estão muito longos e as pontas sem vida, é só apará-las.