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Criando boas memórias para seu filho


Querendo ou não, muito do que vivemos durante nossa infância repercute na formação de nossa personalidade quando adultos. Infelizmente, o cérebro em desenvolvimento dos pequenos não consegue armazenar muito de suas memórias à longo prazo, especialmente aquelas relativas aos primeiros anos de vida.


Todavia, o cérebro guarda alguns acontecimentos importantes, desde os mais especiais aos mais traumáticos. Mas gostaríamos de dar ênfase à importância de recolher e guardar memórias felizes que possam acompanhar seu filho durante o resto da vida, fazendo com que elas permaneçam e sempre sejam um porto seguro para ele enquanto cresce, como uma forma de voltar àqueles bons tempos de proteção e brincadeiras, onde tudo não parecia tão complicado como quando se atinge a idade adulta.


As crianças normalmente vivem sua infância querendo crescer e adquirir direitos como os dos adultos, sem saber que as responsabilidades implicadas nisto são muitas e nem sempre fáceis. Uma infância que se caracterize pelas boas memórias fortalece o adolescente que se vê parte do mundo sem ainda entendê-lo completamente ou o adulto que passa por algum problema e também precisa encontrar forças dentro de si mesmo para enfrentá-lo.


Por isso, enquanto ainda são pequenos, é importante que os pais mantenham registrados em fotos e vídeos os bons momentos. Quanto aos momentos ruins, é preciso deixar registrado seu lado positivo, de como eles geraram força e determinação na criança quando os vivenciou. Mostrar como cada desafio da vida pode ser superado se acreditarmos em nós mesmos e criarmos forças internas para seguir adiante.


Nossa dica para os pais é que, desde seu nascimento, montem álbuns de fotos, registros, pequenas lembranças da infância de seu filho. Guardando todos esses objetos em uma caixa especial, com pequenas narrativas sobre a importância de cada momento, de cada item ali conservado. Quando as crianças atingem uma maior idade, elas mesmas podem colaborar na montagem dessas memórias, com seus desenhos e outras intervenções que queiram guardar. Isso sempre as deixará ligadas às suas raízes, ao seu começo, ao quanto o início de suas vidas foi cercado de amor e carinho.


A infância pode conter as respostas para aquilo que não entendemos sobre nós mesmos quando adultos. Então, montar uma caixa de memórias que façam com que seu filho recorde e se reconheça nelas mais tarde, certamente será algo extremamente positivo durante o resto de suas vidas, assim como também, durante o resto da vida de seus pais e familiares.

Receita de inverno: creme de mandioquinha com abóbora


Não tem nada mais reconfortante durante o inverno do que uma sopinha ou creme bem quentinhos para aquecer o corpo, ainda mais se for uma receita saborosa, saudável e fácil de fazer. Um creme delicioso feito de mandioquinha com abóbora vai bem para um jantar mais leve, pois são legumes ricos em fibras que mantêm a sensação de saciedade por mais tempo.


Ingredientes:


— 3 mandioquinhas descascadas e cortadas em cubos


— 1 abóbora menina descascada e fatiada em cubos


— ½ cebola grande em cubos


— 1 dente de alho amassado


— 500 ml de caldo de legumes


— sal e pimenta do reino a gosto


— 1 ramo de tomilho fresco


— 2 colheres de sopa de azeite de oliva


— queijo parmesão ralado para servir (opcional)


Modo de fazer: cozinhe as mandioquinhas e a abóbora em cubos, na água quente. Quando terminar, escorra a água que sobrar do cozimento e guarde 500 ml. Reserve. Refogue a cebola e o dente de alho em 2 colheres de azeite de oliva. No liquidificador, bata os legumes cozidos, o alho e a cebola refogados junto com o caldo de legumes do cozimento. Leve a uma panela grande e deixe ferver por cerca de 10 minutos, junto com o ramo de tomilho fresco. Tempere com sal e pimenta a gosto. Sirva em seguida com queijo parmesão ralado por cima.


Rendimento: 3-4 porções.

Os 3 excessos presentes na infância moderna


Diferente do tempo de nossos avós ou até mesmo de nossos pais, atualmente as crianças contam com uma infinidade de opções, escolhas e de informações que mudam e se renovam cada vez mais rápido. Também, a quantidade de desejos por coisas e a insistência dos pais em sempre mantê-las ocupadas pode prejudicar seu desenvolvimento psicológico fazendo com que, parcialmente, vivam sua infância sem a possibilidade de realmente serem crianças e aproveitarem essa fase de maneira benéfica.


Por exemplo, os excessos de atividades extracurriculares normalmente estabelecidas pelos pais como pontos positivos para seu desenvolvimento futuro acabam tornando-as pequenos adultos em treinamento, desperdiçando um tempo precioso que deveria ser disponível para que brincassem livremente e estimulassem o desenvolvimento de sua imaginação e criatividade, fazendo com que se relacionassem de maneira saudável com o mundo a sua volta.


Pode-se dizer que são principalmente três os principais excessos particulares à infância de uma criança capazes de prejudicá-la:

  1. Excesso de coisas: a necessidade que se instaura pela quantidade de presentes que ela normalmente ganha, a vontade que nunca passa despercebida, por exemplo, dentro do supermercado quando vê aquele doce colorido que lhe chama atenção ou, na escolha do material escolar, em que a capa de caderno de determinado personagem sobressai-se à função mesma de um simples caderno. Todos esses desejos superficiais criados em grande parte pela publicidade voltada às crianças devem ser monitorados e repensados pelos pais na hora de comprar qualquer item a seus filhos ou de ceder a seus desejos que, do ponto de vista prático, podem ser considerados supérfluos. É preciso ensinar as crianças a valorizarem o que possuem e o que podem ter, não apenas o vazio daquilo que é desejado.

  2. Excesso de opções: mais uma vez, um excesso intimamente ligado ao desejo incitado pelo excesso de coisas formuladas e pensadas exatamente para criar desejo no público infantil. Talvez, seja melhor não levar a criança junto no momento da compra do material escolar ou esclarecer a elas, antes de uma ida ao supermercado ou shopping, que só determinado brinquedo ou vontade poderá ser realizado naquele momento, estabelecendo limites prévios a qualquer possível pedido.

  3. Excesso de informações: a ideia de que a infância se tornou um tempo de pré-formação para um adulto mais competente e que obtenha sucesso no futuro acaba tirando dessa época tão importante o seu sentido primeiro: o da descoberta do mundo através dos próprios olhos da criança e de sua interação lúdica com o meio, principalmente através da brincadeira. Uma criança precisa de muito pouco para passar a entender os significados do meio em que vive e de seus relacionamentos com o outro. A brincadeira é o meio mais eficaz para isso, é uma imitação de mundo mágico que estimula a criatividade e internaliza sentimentos e conceitos importantíssimos para o seu crescimento e desenvolvimento psicológico saudável. A brincadeira deve também ser vista como uma forma de aprendizado tão ou mais importante quanto um curso de inglês, o aprendizado de um instrumento musical ou a prática de um esporte.

Portanto e principalmente: o pequeno precisa de tempo para brincar e explorar o mundo à sua maneira, ou seja, ser propriamente uma criança vivendo sua infância.

Como a jardinagem estimula o aprendizado das crianças


A jardinagem é uma atividade educativa e lúdica muito indicada para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Também ajuda no aprendizado de conhecimentos básicos sobre ciência e biologia. O processo de ver uma planta crescendo incita nas crianças questões como “por que as plantas precisam de Sol? ”, “como elas ‘bebem’ água? ”, “por que as minhocas fazem bem para as plantas? ”. Depois, é possível também causar indagações sobre a composição do solo e a fotossíntese.


O crescimento da planta na medida do tempo também pode ajudar as crianças a desenvolver seus conhecimentos matemáticos: a cada semana, o quanto a planta se desenvolve em centímetros, quantas flores um broto ou semente pode desenvolver, como seu caule vai se dividindo em mais caules e assim por diante.


Cuidar do desenvolvimento de uma planta desde seu broto ou semente também contribui para elevar a disciplina da criança. É como se ela tivesse um serzinho que depende dela para crescer e tornar-se forte. Uma forma de valorizar e encarregar-se de uma vida que surge e permanece diante de seus próprios cuidados.


Outra maneira de potencializar a experiência da jardinagem para os pequenos é fornecendo-lhes livros sobre o assunto. Existem vários títulos infantis disponíveis para esse aprendizado. Também, uma boa ideia é tirar semanalmente uma foto da planta e compará-las depois em conjunto, para que a criança tenha uma visão macro de como se dá o início e o desenvolvimento de uma vida.


Não importa se você mora em apartamento ou se não tem espaço suficiente para um belo jardim. Um ou dois vasinhos já podem despertar todos esses conhecimentos e sentimentos nos pequenos. Basta um cantinho arejado e que bata Sol durante um período do dia. O melhor é pesquisar o tipo de planta mais adequado para o espaço que você dispõe em sua casa. A jardinagem é uma atividade que desperta nas crianças o sentimento de proteger o meio ambiente, algo urgente para nosso planeta e para garantir o futuro saudável das próximas gerações.

DIY: tecidos decorados com frutas e vegetais


Deixar a casa mais bonita com estampas feitas em companhia das crianças é uma atividade em família divertidíssima! Utilizando alguns legumes como molde, podemos criar imagens criativas para panos de pratos, estampas para encapar cadernos, toalhas de mesa e outros itens que a imaginação mandar.

Materiais:

— batatas doce

— mandioquinhas

— tintas especiais para tecido e de várias cores

— pincel fino

— esponja para tinta

— palito de churrasco, para ajudar nos detalhes

— tecido branco ou de cor clara


Modo de fazer: corte os tubérculos em formatos transversais, que se assemelhem a bananas, morangos, berinjela, beterrabas, pepino, laranjas. Como nas imagens abaixo:


Depois, é só utilizá-los como carimbo, passando as tintas coloridas com auxílio de uma esponjinha.



Finalize os detalhes dos vegetais com um pincel fino e, se preciso, faça o acabamento com a ponta de um palito de churrasco.



Não é uma linda forma de decorar seus tecidos e criar estampas exclusivas para a sua casa? Em companhia das crianças fica ainda melhor!

Formas de desenvolver autocontrole de seu filho


Atualmente, é cada vez mais difícil poder ensinar a uma criança a desenvolver seu autocontrole emocional. É só pensarmos em como funcionam os tempos modernos: com a popularização de aparatos ligados à Internet, é muito fácil termos informações, objetos e nos comunicar de forma instantânea, tudo parece estar a um click de distância.


No entanto, a realidade é diferente. Nem sempre podemos ter ou fornecer aos nossos filhos aquilo que queremos e aquilo que eles querem. A maneira como o consumo é estimulado com uma publicidade infantil também faz com que as crianças cada vez mais desejem itens supérfluos como se fossem necessários. Quanto mais facilmente as coisas são oferecidas e alcançadas, maior a frustração quando algo não é imediatamente possível ou leva certo esforço e tempo para ser conquistado.


Então, nessa explosão de rapidez e necessidade ligadas à nossa forma de vida moderna, como ensinar nossos filhos o autocontrole emocional, disciplina e paciência?


Crianças não nascem com o dom da paciência, esta é uma habilidade que precisa ser trabalhada. Como dito, nossa cultura moderna nos induz a impaciência. Por isso, é importante desde cedo trabalharmos tal aspecto para um melhor desenvolvimento psicológico de nossos filhos, o que garantirá a eles um crescimento e uma vida mais saudável e sustentável quando alcançarem a idade adulta. Algumas estratégias podem ser aplicadas desde cedo na educação, de acordo com a faixa etária:


Até 12 meses de idade


Até essa idade, os pequenos possuem muito pouco autocontrole, respondendo mais a seus instintos. Os pais precisam saber identificar os sentimentos do bebê, para lidarem melhor com suas necessidades básicas. É importante sempre acalmar a criança nos momentos em que ela apresentar sinais  de estresse. E para este processo, é preciso permanecer calmo e ensiná-la por meio de seu próprio exemplo. Além disso, indique os comportamentos aceitáveis e errôneos, estabeleça os limites básicos de conduta a partir do momento em que o bebê seja capaz de compreendê-los, especialmente pelo modelo da repetição.


De 1 a 2 anos de idade


Nessa fase, as crianças vivem em seu pequeno mundinho, demonstrando fortemente seus sentimentos e necessidades. Mas isso não significa que os pais devam sempre ceder. É preciso estabelecer uma rotina para que a criança internalize seus deveres e horários, aprendendo assim a esperar e desenvolver seu autocontrole. Sempre que possível, dê a ela a chance de escolher, mas ensinando-a como escolher. Por exemplo: do que desejam brincar, qual história desejam escutar ou o que comer. Estas são chances de já estabelecer certos limites, além de fazer com que o pequeno se sinta também no controle.


De 2 a 3 anos de idade


A partir dessa idade é preciso continuar o processo de orientação sobre as escolhas da criança e respeitar sua rotina. Também, é um bom momento para exercitar sua paciência, fazendo com que aprenda a esperar. Aprender a esperar faz com que a criança perceba que não só ela tem necessidades, mas os outros também. Esperar pode ser aprendido através da brincadeira, quando um brinquedo ou videogame é compartilhado. No dia a dia, existem outras inúmeras oportunidades para isso. O importante é que os pais nunca percam o autocontrole para que possam ensiná-lo a seus filhos.


Apenas um fato importante para finalizar: as crianças que são acostumadas a terem tudo que desejam não são necessariamente as mais felizes.