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Punição ou educação: castigar as crianças funciona?

31 de agosto de 2020

Afinal, colocar os filhos de castigo quando deixam de fazer alguma coisa ou fazem errado é ou não uma atitude correta? A resposta é simples: tudo depende da motivação, da forma e da intensidade do castigo. Não existem regrinhas definidas, mas psicólogos e pedagogos fazem alguns alertas importantes para que o castigo torne-se de fato educativo, e não seja apenas um motivo a mais de desavença entre pais e filhos. No fundo, o que vale é ter bom senso.  

Mas, e você? Será que está fazendo a coisa certa em relação aos seus filhos? Preparamos aqui cinco dicas para ajudar papais e mamães na difícil tarefa de educar e impor limites, sem sentir culpa quando precisam ser mais duros. 

Qual a idade de dar castigo?

O objetivo de um castigo é ser educativo, não punitivo. Portanto, para que uma criança seja castigada, é importante que tenha alguma clareza para entender o que é certo e errado. É a partir dos 3 anos, que isso acontece. Nessa idade, os pequenos já têm a percepção do que agrada e do que chateia os pais. Você já pode, então, ir além de só dizer “não!”.

Qual o motivo do castigo? 

Uma boa conversa deve sempre acompanhar um castigo. Seu filho precisa saber claramente o motivo pelo qual está sendo castigado. Tem de perceber que foi privado de alguma coisa por conta de uma atitude que ele mesmo tomou, e não por um gesto autoritário e irritadiço do pai ou da mãe.  Por isso, é sempre mais educativo relacionar o castigo ao motivo. Um exemplo: se a criança se jogou no chão do shopping fazendo birra na hora de ir embora, diga que dá próxima vez não vai levá-la. É melhor do que cortar um tempo de TV ou tirar o chocolate da sobremesa.

O tempo e a duração do castigo

Tão importante quanto o motivo, é a criança associar o tempo. Um castigo deve ser dado imediatamente depois do mal feito. Mas, para impor limites aos seus filhos, é preciso que você também se imponha limites. Reflita o que realmente merece um castigo, pois abusar na frequência é tornar esse recurso tão banal que passa a ser menosprezado por eles, perdendo o efeito. 

O castigo deve ser proporcional ao ato cometido. Não mande a criança meia-hora para o quarto dela, pois não vai adiantar: 10 ou 15 minutos já bastam, pois a partir daí ela vai conseguir alguma coisa para se distrair e “esquecer” que está de castigo, vai brincar com o próprio corpo, as roupas ou algo em torno dela. Ah, e isso nem precisava dizer: castigos físicos, nem pensar, jamais e por motivo algum. 

 Controle a sua irritação

Tudo bem, às vezes os pequenos irritam mesmo. Mas faz parte, você também fez isso quando era pequeno. E deve ter ouvido uns gritos, até levado umas palmadas. Esqueça, controle-se! O que vale é se impor pela palavra, não pelo medo. Raiva e castigo, não combinam. Conte até 10, fale com firmeza, olho no olho, mas sem gritos. Lembre-se que foi uma atitude do seu filho e não o seu filho que te irritou. Por isso, meça as palavras.  Nunca diga “você quebra tudo que pega”, diga, “você quebrou essa coisa”.  E evite falar na frente de outras pessoas, principalmente dos amiguinhos. Pode virar humilhação. 

 Seja firme e não recue

Por fim, um último ponto importante para manter sua autoridade e a função educativa do castigo. Nunca ameace e não cumpra. Nunca recue do castigo que deu. Sim, é preciso ter forças para resistir ao choro, à chantagem que os pequenos tão bem sabem fazer, até à culpa que a gente sente de privá-los de algo. Se você tem a convicção de que está agindo para o bem, não há motivos para se arrepender.

4 comentários em “Punição ou educação: castigar as crianças funciona?

  1. Olá bom dia estou muito.grata pela partilha da informação sobre esclarecimentos de todo conteúdo muito obrigada mesma já compartilhei com os meus colegas de trabalho somos educadoras de infância

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